A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 24/10/2021

No século XIX, surgiu no Brasil a primeira geração do romantismo, que, à partir dos seus autores, introduzia na cultura nacional obras que valorizavam as origens do povo brasileiro, como os povos indígenas e as paisagens do território. Contudo, atualmente, é notória a grande valorização de culturas estrangeiras e a pouca atenção dada ao passado brasileiro, isso se deve ao histórico de ser um país colonizado e ao desenvolvimento precário do país.

Em primeira análise, o Brasil, por ter sido uma colônia de Portugal por mais de 300 anos, viu sua primeira população, os indígenas, serem marginalizados e os europeus sendo considerados “perfeitos”. Essa situação acabou provocando nos brasileiros o desenvolvimento do complexo de vira-lata, que consiste no sentimento de inferioridade quando comparado à outros povos.

Outrossim, o fraco desenvolvimento nacional, principalmente na questão econômica, faz com que a população insatisfeita comece a problematizar tudo que se origine no país. Essa insatisfação promove a atenção dos brasileiros para os países estrangeiros mais bem desenvolvidos, como por exemplo o Estados Unidos e a Coreia do Sul, que aplicam o conceito de transformação da cultura em mercadoria explicado pela Escola de Frankfurt. Essa capitalização da cultura resulta no seu vasto consumo, especialmente em países como o Brasil, em que a cultura nacional não é valorizada, e portanto a transforma em uma cultura globalizada.

Sendo assim, para que haja uma valorização da história nacional, o Ministério da Educação, em parceria com a Funai ( Fundação Nacional do Índio ), deve inserir na carga horária dos ensinos fundamental e médio, palestras e aulas ministradas por pessoas de origem índigena, de forma a contar a verdadeira história dos índios. Com essa ação, as crianças e adolescentes irão aprender desde cedo a valorizar a cultura brasileira, ao invés de desvalorizá-la.