A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 30/09/2021

O Humanitismo, filosofia fictícia criada por Quincas Borba,célebre personagem de Machado de Assis, tem a paradoxal ideia de que é somente por meio da guerra que se alcança a paz. Segundo a lógica machadiana, faz-se preciso combater a problemática em torno da importância da cultura popular na construção e valorização da história brasileira, uma vez que o povo deveria estar em “guerra” contra a desvalorização da cultura. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa situação, é importante analisar a falha atuação do poder estatal e a ineficácia intervenção do sistema educacional.   Primordialmente, é pertinente destacar a maneira de como uma parcela das autoridades governamentais trata a valorização da cultura brasileira. Afinal, como afirmou o filósofo político Nicolau Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”, mesmo as leis bem ordenadas são importantes diante dos costumes. Prova disso é a falha nas políticas públicas no cumprimento do artigo 3° da Constituição Federal, que garante, além de outros direitos, educação de qualidade e cultural para todos. Isso é visível seja pela insuficiência de campanhas públicas da propagação da história brasileira, seja pelo pouco espaço destinado à educação. Assim, é perceptível a falta de enaltecimento e propagação do movimento cultural popular para a valorização da história brasileira.

Ademais, é igualmente necessário entender o sistema educacional, no arcaico modelo predominante no Brasil, como outro contribuinte para a continuidade da falta de apreciação das artes e cultura popular de cada região. Para melhor compreender tal entendimento, é relevante relembrar a obra “Adeus professor, adeus professora?”, do intelectual e escritor brasileiro, José Carlos Libâneo, tendo em vista que destaca a importância das escolar em estimular não apenas o conhecimento técnico-científico, como informações sobre as culturas populares que existem do brasil, para assim, termos a construção de um país respeitoso e cultural. Sob essa ótica, pode-se afirmar que grande parte das instituições de ensino brasileiras, sendo elas conteudistas, pouco ou quase nada ajudam na disseminação de informações sobre a cultura popular brasileira e, portanto, não formam cidadãos com autonomia como Libâneo idealiza.

Levando-se, então, em consideração esses aspectos, faz-se urgente a intervenção estatal educacional para melhor organização do sistema de educação. Para tanto, deve o Ministério Público, cujo dever, de acordo com o artigo 127 da “Carta Magna”, é garantir a ordem jurídica, cobrar do Estado parceria com platarformas midiáticas, nas quais propagandas de apelo amocional para divulgação da cultura popular brasileira. Além disso, é essencial evoluir e modernizar o sistema educacional, por meios de debates e palentras abortanto o tema social para a valorização da cultura popular no Brasil.