A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 03/05/2021

Segundo o filósofo Confúncio, “O operário que quer fazer o seu trabalho bem, deve começar por afiar os seus instrumentos”. Desse modo, pode-se afirmar que na sociedade atual, o trabalhador para ter sucesso precisa se inovar, usando assim a tecnologia com instrumento de evolução. Entretanto a inserção da tecnologia no meio profissional pode causar também alguns malefícios, como por exemplo o desemprego tecnológico e o aumento do “hacking”.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desemprego tecnológico. Nesse sentido, o aumento da taxa de desemprego se deve em grande parte pelo aumento da tecnologia no ambiente profissional, segundo Estudo do Fórum econômico Mundial aponta que as revoluções tecnológicas encerrarão 7 milhões de vagas até 2021. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito do cidadão de trabalhar, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o aumento do “hacking” como impulsionador das dificuldades de inserção da tecnologia no meio de trabalho. Segundo um estudo realizado pela empresa Bitedefender, empresa romena de segurança digital, aproximadamente 57% das empresas informaram terem sido vítima de ataques hacker contra seus sistemas cibernéticos entre 2017 e 2019. Diante de tal exposto os ataques cibernéticos também são ameaças graves à segurança da informação nas empresas, podendo impedir o acesso a dados e serviços. Negligenciar esses riscos pode levar a perda de dados, vazamento de informações confidenciais e prejuízo financeiro. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescin-dível que o governo juntamente com as empresas, por intermédio de cursos e Investimento na educação e na capacitação profissional, a fim de combater o avanço do desemprego tecnológico. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.