A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 03/08/2020
“Eu vejo o futuro repetir o passado eu vejo um museu de grandes novidades.” Este trecho da canção de Cazuza, faz alusão a uma transmissão de acontecimentos do passado repetidos no presente. Por mais que a abolição da escravidão tenha ocorrido em 1888, por intermediário da lei Áurea, a herança da escravidão ainda cerca a sociedade brasileira. Desse modo, torna o Brasil um país muito racista, mesmo após o século XXI, por conta de cicatrizes deixadas pela escravidão.
Primeiramente, é válido ressaltar que os negros eram o centro da escravidão, e que no pensamento da elite brasileira e branca do período colonial, os negros eram taxados como inferiores e merecedores da escravidão. Mesmo após a abolição da escravatura, as ideias de inferioridade aos negros ainda permanecem na sociedade brasileira, o que causa desigualdade, preconceito, e consequentemente, dificuldades sociais e na ingressão ao mercado de trabalho.
Além disso, de acordo com os Direitos Humanos todos os cidadãos nascem livres e iguais em dignidade e direito. No entanto, na contemporaneidade, o trabalho escravo ainda persiste, e se da, principalmente, pela má formação educacional brasileira. Desse modo, conforme o Índice de Escravidão Global, 200 mil trabalhadores são submetidos a situações escravistas. A falta de conhecimento de classes baixas quanto aos seus direitos, pode levá-las a situações de submissão exploração pelos empregadores.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver tal impasse. Sendo assim, o Estado deve desenvolver medidas legislativas que assegurem aos trabalhadores condições dignas de trabalho, e, penalizar as empresas que colocam indivíduos em tais situações. Ademais, cabe também ao Estado fazer investimentos na educação, para que as pessoas se conscientizem de seus direitos na sociedade, a fim de acabar com trabalhos de situações insalubres e diminuir tais em passes ligados ao século passado.