A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 26/05/2022
Em 1987, no Relatório Brundtland, pela primeira vez, o termo “desenvolvimento sustentável” foi utilizado. Desde então, várias conferências mundiais, como Eco92 e Rio+20, buscaram formas de reduzir os impactos ambientais no planeta. Contudo, o Brasil ainda apresenta e sofre com os cenários econômicos e políticos pouco conscientes em relação a questão verde.
Em primeira instância, é necessário frisar o papel do sistema capitalista na degradação do meio ambiente. Desde o Período Colonial, com a exploração do pau-brasil, até a última Revolução Industrial, a natureza é usada como fonte de recursos para a produção de bens que geram lucro. Além disso, devido as novas relações sociais na contemporaneidade, a demanda por produtos está cada vez maior. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, o consumo passou a ter um papel primordial na construção social do homem moderno. Por conseguinte, é perceptível que a preservação ambiental não é uma prioridade econômica visto que a excessiva extração de recursos e geração de lixo continuam a impactar negativamente a fauna e a flora brasileira.
Ademais, o âmbito político também sofre com a falta de consciência ambiental. A Constituição Brasileira de 1988 assegura que todos têm o direito ao meio ambiente equilibrado ecologicamente juntamente com uma série de leis em sua defesa. No entanto, a aplicabilidade e fiscalização da norma não ocorrem de forma eficaz, de modo que desastres, como de Brumadinho e Mariana e dos incêndios criminosos na floresta Amazônica, aconteçam por descaso governamental e, posteriormente, não sejam julgados de modo justo. Outrossim, vale ressaltar que o Brasil possui uma economia baseada na agropecuária e, sendo assim, políticas públicas serão sempre voltadas a satisfazer as demandas dos grandes fazendeiros.
Fica evidente, portanto, que, por uma série de fatores, o cenário brasileiro atual não demonstra uma consciência ambiental bem desenvolvida. A fim de reverter essa situação, o Ministério do Meio Ambiente deve investir numa maior fiscalização nas matas com a contrução de mais postos da polícia ambiental, além de criar programas que obriguem as grandes empresas a tomar iniciativas de preservação e que diminuam os resultados das ações que impactam negativamente o meio.