A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 07/04/2022

As catástrofes naturais, configuram um um futuro disfuncional abordado por meio do gênero literário conhecido como ‘‘distopia climática’’. Tais obras, como ‘‘O Mundo Submerso’’ de J. G. Ballard e ‘‘Jogos Vorazes’’ de Suzanne Collins retratam os impactos negativos do aquecimento global sobre o mundo, sendo estes em sua maioria oriundos das atividades humanas no espaço físico. Assim, a falta de consciência humana sobre a manutenção dos ecossistemas, é tida como um dos catalizadores primários para a continuidade dos problemas ambientais no globo.

No Brasil, a ausência de prospecção ecológica é um impasse nacional, sendo que determinadas infraestruturas sanitárias tais quais o saneamento básico e a coleta reciclável do lixo (seja em localidades urbanas ou rurais), costumam ser ainda precárias e sub-utilizadas por sua população. Enfim, a maioria dos brasileiros optam pela distribuição dos seus dejetos em vias públicas ou zonas de vegetação. E consequentemente estes conteúdos acabam sendo deslocados entre as áreas geográficas e poluindo os meios aéreo, aquático e terrestre.

Além disso, o descarte inadequado do lixo é potencializado em razão do uso de métodos ineficientes para a subtração dos resíduos. A decomposição gradual dos materiais somada à sua tentativa de manipulação em lugares abertos, resulta na liberação de substâncias nocivas tanto para a flora e fauna quanto ao ser humano, gerando quadros de intoxicação e doenças derivadas. Desta maneira, pode-se observar que há um ciclo disfuncional de preservação do ambiente no contexto nacional, refletido nas dinâmicas dos habitantes para com a progressão ecológica.

Portanto, é necessário haver a educação de práticas sustentáveis em larga escala. O Ministério do Meio Ambiente deve auxiliar as comunidades com a criação de estruturas fixas para o despejo de materiais (como depósitos específicos), bem como promover o ensino de atividades conscientizadoras aos cidadãos, a fim de que estes estejam preparados para a movimentação correta do lixo e executem decisões responsáveis sobre questões ambientais. Os processos mencionados podem ser exercidos por empresas de coleta de rejeitos, tais quais instituições públicas. De fato, é importante a colaboração entre entidades e população para reverter os danos naturais existentes, permitindo que os meios se recuperem.