A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 31/01/2022
“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?". A frase do documentário “A Era da Estupidez”, de Franny Armstrong, reflete um ano hipotético em 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais. Nessa perspectiva, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, uma vez que a ausência de consciência ambiental é existente em alguns indivíduos, haja vista o descomunal aumento das queimadas e dos desmatamentos das florestas. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e, sobretudo, de desleixo que apadrinha o futuro do planeta.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Platão: “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de agressões a biodiversidade, o recrudescimento das queimadas e, por tabela, a extinção de animais e plantas se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente das autoridades, visto que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa devastação. Assim, essa deturpação ambiental corrobora para o declínio mais rápido do planeta fato justificado pela UOL que apontou que, o desmatamento na Mata Atlântica cresceu 27,2%. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava uma indignação com as autoridades, reivindicando um olhar mais atento à causa ambiental. Contudo, a sociedade brasileira ainda não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, com isso, só amplifica mais crimes com o meio ambiente e, por extensão, impunidade que acarretam para uma postura de negligenciamento dessa mazela. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemático, o Estado deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, por meio do investimento na estruturação e ampliação de mais agentes em locais distantes, onde não há proteção das terras de preservação, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena de que “A Era da Estupidez” não seja tão somente ficção.