A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 05/05/2021

“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário a “Era da Estupidez”, de Franny Armstrong, reflete um ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais. Nessa perspectiva, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, uma vez que a ausência da consciência ambiental é existente, em alguns indivíduos, haja vista o descomunal aumento das queimadas e dos desmatamentos das florestas. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha o futuro do planeta.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de agressões a biodiversidade, o recrudescimento do desmatamento e, por tabela, a extinção de animais e plantas se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente do Estado, visto que a “parte ignorada” colhe todo o azedume dessa devastação. Assim, essa deturpação ambiental corrobora para o declínio mais rápido da terra. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjuturas.

Por sua vez, outro vetor é papel apático do olhar coletivo nessa temática. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava indignação com as autoridades, reivindicando um olhar mais atento a causa ambiental. Contudo, a sociedade brasileira ainda não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, com isso só amplifica mais crimes contra tal ambiente e, por extensão, impunidade que acarretam para uma postura de negligenciamento dessa mazela. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua ação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, por meio do investimento na estrutura e ampliação de mais agentes em locais distantes, onde não há proteção das terras de preservação, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena que a “Era da Estupidez” não seja tão somente uma obra ficção.