A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 05/05/2021

Sociedade Bipolar

Em 1789 houve o início da Revolução na França, movimento modelo para tantos outros que ainda estariam por vir. Uma grande parcela da sociedade, cansada de sofrer com a pobreza e a miséria, se rebela contra a minoria elitizada, a nobreza que vivia o contrário, tendo direito a todo tipo de luxo em Versalhes. Depois de alguns séculos de história, mesmo a burguesia tentando transformar o quadro econômico da época, é fato que o tempos continuam os mesmos, isto é, a sociedade continua apresentando essa “bipolaridade”, um contraste financeiro visível no Brasil em que, o acúmulo capital da elite não faz juz à massa.

Em um primeiro momento, a análise de dados favorece o melhor entendimento desse contraste na economia da nação. Consoante um dado do jornal OGlobo, mais da metade da população brasileira, cerca de 116 milhões de cidadãos, não tem garantia de comida na mesa, enquanto que no mesmo período, segundo a Forbes, o país ganhou 11 novos bilionários. À guisa dos fatos, partimos da primícia de que, ironicamente, com o aumento do número de pessoas favorecidas financeiramente, ocorre também um acréscimo exponencial de pobreza e fome, ou seja, a relação de que o enriquecimento de poucos beneficia o todo é falha, visto o parâmetro mostrado nas referências.

A série 3%, lançada pela plataforma Netflix, reflete essa mesma didática ao apresentar uma situação problema em que apenas três por cento de uma população carente pode passar para o lado mais rico do território brasileiro. Não obstante, a ficção passa a ser realidade a partir da ideia de que só uma minoria poderá ser favorecida e esta não está interessada na tentativa de aumentar esse baixo índice de porcentagem como a própria história mostra.

Portanto, conclui-se a notoriedade da indiferença na relação dos dois polos econômicos, na verdade, é possível afirmar um contato corrente apenas na visão de que o aumento da carência desdobra também no superavit dos grandes lucradores que almejam o enriquecimento pessoal e crescente no mercado financeiro.