A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Desde o advento da Revolução Industrial, as máquinas e a produção capitalista vêm dominando o mundo contemporâneo, o meio ambiente dificilmente é colocado em questão quando o assunto é economia e consumo. Dessa forma, o homem se tornou preponderante e orgulhoso, desenvolvendo o pensamento de que o meio ambiente é um mero recurso que está a sua disposição, não se importando com seu bem-estar ou com sua vida útil. Analogamente, o governo brasileiro não investe em políticas sustentáveis, consequentemente prejudica a natureza de maneira rápida e cruel, a fim de exemplificação, tem-se o mau controle dos focos de queimada no cerrado.
Em primeira análise, consoante com o pensamento do filósofo hodierno Peter Singer, que profere que o homem acredita que a natureza está a serviço dele e não vice versa, deve-se destacar a superioridade da espécie humana que degrada todo o meio ambiente, como se a função dos ecossistemas fosse prover mantimentos ao animal no topo da teia alimentar. Além disso, entre as consequências geradas, pode-se citar o uso exagerado dos recursos, como o consumo de produtos supérfluos, o uso indiscriminado de energia, além da irresponsabilidade com as áreas de preservação. Isso fomenta a degradação vertiginosa dos recursos naturais, comprometendo teias alimentares e ecossistemas por todo o globo, além de disseminar a falta de consciência a respeito do meio ambiente.
Sob um segundo olhar, a falta de investimento em medidas sustentáveis é um grande fator para o rarefeito cuidado com a natureza, em que políticas verdes dificilmente são implantadas por seu alto custo, o que deteriora os recursos naturais. Outrossim, essa mentalidade é fruto de um pensamento que está sempre voltado ao lucro e à maior produção, posicionando a economia acima da preservação ambiental. Um exemplo da falta de consciência governamental está nas queimadas do cerrado e do pantanal em 2020, que nesse ano aumentou em mais de 180%, matando centenas de animais, além de destruir e desestabilizar a fauna e a flora da área.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente informar a população acerca da consciência ambiental, ao alertar a respeito dos problemas acerca do uso indiscriminado de recursos, sendo efetuado por meio de palestras nos centros comunitários e com a finalidade de modificar a mentalidade dos indivíduos acerca da natureza, indo contra a teoria de Singer. Além disso, é dever do Ministério da Economia, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente investir em políticas sustentáveis que favorecem o mercado financeiro, como energia verde, controle dos focos de queimada e campanhas do consumo consciente, com o objetivo de gerar um governo amigo da natureza e uma população diligente.