A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais, em 2019, mais de um terço do pantanal foi destruido por queimadas, muitas delas criminosas. Essa tragédia não foi suficiente para que a opinião pública se voltasse para o problema. O Brasil, apesar de possuir muitas riquezas naturais, é apenas o 55º lugar no ranque elaborado pela Universidade de Yale de países que mais investem em preservação ambiental. A falta de consciência ambiental no Brasil poder ser relacionada a dois principais fatores: há excesso de parlamentares ligados ao agronegócio no Congresso Nacional e a grande mídia sonega informações sobre os culpados da devastação da natureza.
De início, vale ressaltar que, de acordo com a revista Carta Capital, em 2018, dos 513 deputados federais eleitos, 117 são ligados ao latifúndio. Como mais de 20% dos parlamentares têm interesse econômico na manutenção e expansão do agrobusiness, é natural que as votações conduzidas na Câmara dos Deputados tenham resultados favoráveis às demandas dos empresários da terra. Desse modo, projetos que visem à formação de conciência ambiental, como peças publicitárias e novas ementas para o ensino comum, tendem a serem rechaçados, pois vão de encontro aos interesses desses políticos.
Além disso, para o filósofo prussinano Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele. Assim, percebe-se que a grande mídia nacional tem relação direta com o falta de conciência ambiental no Brasil, uma vez que além de veicular campanha apologética permanente pelo agronegócio, omite fatos para a o público. Por exemplo, nos grandes incêndios florestais ilegais de 2019, não houve repercussão proporcional à importância do tema nos grandes veículos de informação, fato que revelou uma relação de cumplicidade e convergência de interesses entre oligopólio midiático e ruralistas. Dessa forma, a criação da conciência da necessidade de preservação ambiental fica seriamente prejudicada, já que não há espaço para o pensamento crítico e educação com relação à destuição do meio ambiente nos meios de comunicação.
Portanto, para que a problemática seja minorada, faz-se mister que o Governo Federal, por meio de lei, determine que sejam apresentados programas televisivos que abordem o tema, a fim de desenvolver a preocupação ecológica na população. Para tal, devem ser eleborados, por especialistas no ecositema brasileiro e pedagogos, programas educacionais exibidos nos horários com maior audiência. Dessarte, o número de parlamentares ligados ao agronegócio certamente diminuirá e a falta de interesse da mídia em abordar o tema será superada, uma vez que será obrigada por lei a exibi-los, cumprindo sua funçaõ social, conforme determinações da Constituição Federal.