A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 14/04/2021

No filme “Wall-E”, a humanidade abandona a Terra devido à quantidade de poluição que existia no planeta. Essa elevada concentração de poluição pode ser observada muitas vezes no Brasil, que possui um alto índice de negligência da população com o meio ambiente. Por consequência, é coerente a vinda de problemas naturais com causas relacionadas tanto às questões culturais quanto às questões estruturais.

Em primeiro plano, é visível a insensatez cultural da população com o meio ambiente. Exemplos se mostram em pequenos atos, como a simples reutilização e reciclagem do lixo, não praticada por grande parte da sociedade e já se tornou algo costumeiro. Segundo a WWF(World Wildlife Fund), O Brasil é hoje o quarto maior produtor de lixo plástico, com 11,3 toneladas por ano, das quais somente 1,28% são recicladas, o que são baixos índices, se comparado com a média global, de 9%. E como consequência, a própria população, aliada à má infraestrutura, contribui para a criação de problemas de cunho natural, como enchentes e a poluição das águas.

Como dito anteriormente, a própria infraestrutura nacional se mostra um exemplo da falta de consciência ambiental por parte da administração governamental. De acordo com dados do World Wildlife Fund Brazil, 64% da população não é atendida pela coleta seletiva, 1% não sabe nem o que é isso e nos 35% da população que é atendida pela coleta seletiva, apenas em metade dos casos, o serviço é prestado pela prefeitura. Logo, ainda que as pessoas tenham a ideia de tudo o que é necessário para preservar o ambiente, o próprio país não oferece o suporte necessário para tal.

Portanto, pode-se inferir que há um conjunto de fatores que justificam lastimáveis índices nacionais no que diz respeito ao meio natural. Logo, para diminuir essas estatísticas, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Infraestrutura e meios de comunicação em massa deveriam investir em modos de intervir tanto na questão social quanto na questão estrutural. Esses modos poderiam vir a partir de investimentos nos órgãos de saneamento básico nacional, além de direcionamento de verba para empresas recicladoras e promoção de campanhas de conscientização nacionais, como outdoors e comerciais de TV. Assim, o futuro de Wall-E pode ser evitado a longo prazo pela própria população.