A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 12/04/2021

O homem sempre interagiu com o meio ambiente. Entretanto, a partir da Revolução Industrial, movimento que pode ser considerado mais notável no que diz respeito ao aumento do consumo de recursos naturais, a referida interação ficou comprometida em virtude da fragilidade ambiental. Nesse sentido, se por um lado o homem é o único ser responsável pela degradação ambiental, por outro, é o único capaz, diante do poder do conhecimento, de criar uma consciência ecológica e mecanismos capazes de amenizar os prejuízos suportados. Nessa lógica, deve-se analisar os fatores socioeconômicos e administrativos que agridem à natureza.

Em primeiro lugar, é importante destacar de que forma a sociedade impacta o meio ambiente. O Brasil, é um dos países com maior biodiversidade e uma das naturezas mais ricas do mundo, no entanto, essa riqueza encontra-se amaeassada devido a incorporação de hábitos capitalistas que propõe desenvolvimento a partir dos recursos naturais escassos. Um exemplo disso, ocorreu em Brumadinho-MG, um dos maiores desatres ambientais já vistos, o rompimento da barragem de rejeitos de minério da empresa Vale,  matou mais de 200 pessoas, contaminou águas e comprometeu a fauna e a flora local. O método de barragem utilizado pela empresa não era seguro para o local, entretanto, é o mais barato. Portanto, precisa haver maior fiscalização para que tais acontecimentos sejam evitados.

Ademais, o meio ambiente é patrimônio público, ou seja, o Estado tem dever constitucional com sua preservação. Porém, nos últimos anos com administração do Presidente Jair Bolsonaro houve aumento exponencial no número de queimadas e, por consequência, aumento também do desmatamento. Segundo dados divulgados pelo G1, o Amazonas, registrou no mês de Agosto de 2020, o maior aumento de queimadas em 22 anos. Diante dos fatos, o governo tem se manifestado de forma negacionista para o problema: houve a hipótese de desburocratização das regras ligadas à proteção ambiental, sugerida pelo Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Tal comportamento deixa claro o descaso e a falta de consciência da parte administrativa brasileira em prol da proteção ambiental.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que revertam esse quadro. Para isso, é imprescindível que o Estado honre com seu dever constitucional e cobre ações do Ministério do Meio Ambiente, órgão responsável pela política nacional ambiental, priorizando maior fiscalização e aplicação de multas para aqueles que de alguma forma agredirem a natureza. Paralelamente, é imperativo que a mídia, através de campanhas publicitárias, conscientize a população sobre a possibilidade de dunúcias contra os crimes ambientais e quais são eles. Dessa forma, gradativamente passará a existir uma interação mais consciente entre o homem e o meio ambiente.