A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2021
De acordo com o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia (Prodes), houve um aumento de 9,5% na área desmatada entre agosto de 2019 e julho de 2020 quando comparada com a temporada anterior. Tal realidade reflete a falta de consciência ambiental no Brasil e a ineficiência das políticas públicas no combate aos problemas que acometem os ecossistemas do país, colaborando para o esgotamento dos recursos naturais e para a extinção de espécies brasileiras.
Do mesmo modo que a Floresta Amazônica, o Pantanal Matogrossense também presenciou a destruição de grande parte de seu território em 2020. Embora as causas dos incêndios que acometeram esse ecótono não tenham origem completamente antrópica, as duas localidades foram vítimas da imperícia governamental. Nesse caso, a demora no fornecimento de recursos para o combate às queimadas, que ocorreu apenas no ápice do processo em setembro, e a falta de assistência às comunidades nativas e aos animais impactados pelo desastre refletem a perpetuação da não priorização das questões ambientais do país.
Além disso, o Estado possui a necessidade de rever a eficiência de seus projetos de lei referentes à manutenção das condições ecossistêmicas. Um exemplo disso foi o não cumprimento da “Política Nacional de Resíduos Sólidos”, que previa o encerramento dos lixões a céu aberto já no ano de 2014. Mediante esse fato, foi necessário o sancionamento do “Novo Marco Legal do Saneamento”, que só surtirá efeitos caso o Governo Federal entre em acordo com as administrações municiapais, que alegam impossibilidade financeira e outros empecilhos para cumprir as medidas previstas pelo marco.
Portanto, é fundamental o combate à falta de consciência ambiental no Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal deve reunir-se com o Ministério do Meio Ambiente e contatar instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) com o intuito de conscientizar-se em relação às principais demandas ambientais do Brasil. Posteriormente, o Governo deve criar projetos de lei, como o “Novo Marco Legal do Saneamento”, que atendam as necessidades apontadas nessas reuniões e proporcionar recursos financeiros para que eles sejam postos em prática. Além disso, o Estado deve estimular a fiscalização realizada pelo Ibama nos municíos e campanhas de esclarecimento dos cidadãos nas grandes mídias, com o intuito de que eles sejam conscientizados em relação aos problemas ambientais e estejam aptos a relizar denúncias sobre possíveis irregularidades em suas localidades, cumprindo sua função social no processo de preservação ambiental.