A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2021
Em abril de 2019, a estudante e ativista Greta Thunberg repercutiu em todo mundo ao começar uma greve de peso mundial contra as mudanças climáticas. Nesse movimento, todas as sextas, ela faltava suas aulas para se sentar em frente ao parlamento sueco, exigindo mudanças aos políticos locais. A ação da adolescente foi altamente discutida e, com isso, a questão ambiental veio a tona em muitos países. Chegando no Brasil, a pauta da conciência ambiental emergiu, voltando a ser debatida em múltiplos públicos. É eminente que existe uma falta de consciência ambiental em grande parte do país que precisa ser extinguida.
Desde seus primórdios, a maneira que o Brasil lida com a questão ambiental é repreensível. Com a chegada de colonizadores e a intensa exploração local, muito do ecossistema original é perdido. Segundo a Organização não Governamental (ONG) SOS Mata Atlântica, só resta 12,4% da floresta original. Boa parte dessa perda ocorreu nesse período. Porém com o passar dos anos, não há tanta melhora na visão cuidadosa com a natureza. Com a chegada tardia da revolução industrial no país, sendo ela acelerada e descontrolada, houve um impacto negativo considerável no biossistema nacional. Logo, é evidente que a falta dessa consciência é histórica e muitas vezes enraizada na população, pois foi passada de geração em geração.
Além disso, o Governo Federal não toma todas as atitudes necessárias para que meio ambiente seja preservado. Até hoje, temos biomas sendo perdidos por uma negligência institucional. Para além da Mata Atlântica, o Pantanal também vem sido exponencialmente destruído. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente em 2020, o Pantanal perdeu mais de 20 mil quilômetros quadrados de sua vegetação, o que preocupa a população pelas faltas de medidas suficientes para impedir a perda do bioma. Mesmo que hajam leis, como por exemplo a Lei de Crimes Ambientais que visa acabar com as ações que causam prejuízo ao meio ambiente, não são totalmente efetivadas, tendo, diversas vezes, sua punição relativada e aliviada, banalizando o crime, de forma que muitos o cometem, pois dificilmente vão ter uma pena significativa em detrimento do ato.
Dessa forma, para que haja a quebra dessa passagem da falta de cuidado com o ambiente de geração em geração, o governo precisa intervir, levando a questão dentro dos conteúdos obrigatórios escolares, para que as crianças e os adolescentes cresçam sendo ensinados da maneira correta como lidar com o meio. Além disso, campanhas para a conscientização seriam válidas, para que também abranja as outras faixas etárias nesse aprendizado. Por fim, as leis precisam ser mais rigidas, evitando assim a banalização do crime, e diminuindo sua ocorrência no país.