A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/03/2021
O país tropical e bonito por natureza cantado por Jorge Ben é, também, um dos países que mais sofrem com a degradação natural em todo o planeta. Esse paradoxo acaba revelando a falta de consciência ambiental brasileira como plano de fundo para a perpetuação dos principais desafios à preservação de sua biodivesidade: a omissão do Estado e a falha no sistema educacional.
A princípio, a matriz do problema é evidenciada ao analisar a omissão estatal como agente promotor da falta de consciência ambiental no Brasil. Esse “fechar dos olhos” governamental torna-se grande responsável pela descredibilização da preservação do meio ambiente no país quando o próprio Estado legitima a exploração predatória de seus recursos naturais ou, até mesmo, inferioriza as demandas preservacionistas numa ótica “maquiavélica” que elenca essas desmedidas como uma justificativa para a finalidade econômica. O problema disso é que, segundo a ONG Greenpeace, essa postura é responsável pela destruição de importantes áreas de preservação como o Cerrado que tem sua área diminuida a cada ano devido a expansão do agronegócio nesse ecossistema, mas a relevância economica do setor, faz o governo federal relevar o problema. Isso revela o próprio Estado como agente promotor da falta de consciencia ambiental ao negligenciar tal problemática.
Além disso, a questão se agrava ainda mais quando as falhas do sistema educacional revelam-se como elemento contribuinte à inconsciência ambientalista nacional. Isso acontece devido ao papel que assume a educação ao servir como mecanismo de transformação da consciência humana. Entretanto, no Brasil, esse encargo ainda é deficitário haja vista o direcionamento cada vez mais técnico da educação nacional que privilegia o vestibular em detrimento da formação cidadã. Isso cria, segundo o pedagogo Paulo Freire, uma educação “bancária”, ou seja, distante da realidade do indivíduo o que, por sua vez, impossibilita a aplicação prática dos recursos repassados no ambiente ecolar, transformando assim, a importância dos recursos naturais numa questão a ser respondida enquanto que o lixo jogado no chão é tema irrelevante.
Portanto, é preciso acabar com a falta de consciência ambiental no país. Desse modo, cabe ao Estado a tarefa de combater a degradação natural por meio de parcerias com o setor privado, oferecendo incentivos fiscais às empresas que investirem recursos na preservação e fiscalização do meio ambiente e regulamentar a exploração sustentável para fortalecer o combate à destruição do patrimônio ecológico do país. Além disso, o Ministério da Educação deve promover a consciência ecossistêmica nos alunos, inserindo nas matrizes curriculares temas voltados à preservação, com pesquisas e seminários que aproximem o aluno com a questão ambiental para, assim, desenvolver sua consciência.