A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/03/2021
Em 1972 foi realizado na Suécia a primeira reunião ambiental com chefes de estados para discutirem as mudanças climáticas pelo aquecimento global. A Conferência de Estocolmo, como é conhecida, trouxe diversas discurssões sobre desenvolvimento sustentável e a necessidade de criar uma consciência ambiental coletiva nas sociedades. Entretanto, no Brasil, quase 50 anos depois, a falta de consciência ambiental ainda é um problema e tem como principais fatores: a deficiência no ensino público nacional e os impasses ocasionados pelo negacionismo.
Primeiramente, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação não muda o mundo, ela muda pessoas, estas mudam o mundo. Nessa linha de raciocínio, como é possível mudar um problema social se os sociáveis não têm consciência precisa sobre a questão? bem, é nesse ponto em que a deficiência no ensino público nacional não é eficiente o bastante para criar nas crianças e jovens brasileiros uma consciência ambiental, uma vez que o projeto educacional brasileiro é sucateado ano após ano pelos governos, com baixos investimentos e cortes de verbas. Por exemplo, segundo o portal digital UOL, o governo reduziu o investimento na educação em 56% nos últimos 4 anos.
Outrossim, no livro “Discurso Sobre a Dignidade Humana”, do filósofo Pico Della Mirandola, os humanos são donos de si: podem fazer e refazerem a si próprios. Nessa lógica, tudo que há de “errado” pode ser alterado/melhorado, socialmente. Porém, atualmente, existe uma onda crescente de negacionismo na sociedade, potencializado pelo mau uso da internet, nesse grupo não há necessidade de conciência ambiental pois (para esses navegantes) problemas climáticos são mentiras. Dessa forma, torna-se difícil solucionar problemas ambientais ou pelo menos conscientizar a sociedade, quando esta não aceita a verdade e prefere acreditar em mentiras vistas “on-line”.
Em virtude do que foi mencionado, para resolver a falta de consciência ambiental no Brasil, o MEC precisa investir mais em educação de qualidade, por meio de palestras com especialistas, excursões a locais em preservação e tornando o assunto “futuro do planeta” uma prioridade pedagógica, uma vez que o futuro dos jovens e crianças depende disso, e assim torná-los cidadãos conscientes de suas relações com o planeta. Além disso, empresas de comunicação digital precisam buscar mecanismos de defesas de públicos sobre mentiras “on-line” sobre o meio ambiente, pode ser feito por meio de uma identificação dessas bolhas com o algorítimo e aos poucos tornando aquele “ciberambiente” menos alienado. Assim, com o tempo será possível ter uma consciência ambiental na sociedade brasileira e será possível, portanto, a imprementação de melhores ideias de desenvolvimento sustentável como vem sendo lutado desde a Confrência de Estocolmo.