A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/03/2021

O pintor Edvard Munch, no quadro “O Grito”(1893) , mostra dois personagens, ao fundo da tela, que se revelam negligentes à aflição da figura humana no plano central. Contudo, a ausência de empatia não se limita apenas à arte expressionista, já que o meio ambiente vive algo semelhante com a falta de consciência da população. Nessa ótica, vale analisar essa questão no país.

Primeiramente, é necessário compreender que o Estado mostra-se improvidente ao permitir que as pessoas causem danos extremos ao meio ambiente. Isso porque existe uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta incentivar a população sobre a importância dos cuidados com o meio no qual se vive, já que a falta destes acaba provocando diversos problemas, como alterações climáticas que, consequentemente, implicam no risco de extinção de muitas espécies. Dessa forma, nota-se que o Poder Público não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, demonstrando, assim, a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.

Ainda, evidencia-se que aceitar a falta de consciência ambiental caracteriza-se como uma banalização do mal. A ausência de uma fiscalização estatal adequada compromete os cuidados com o meio ambiente, pois na falta de um controle, muitas pessoas podem se sentir “à vontade” para praticar algum ato que prejudique a ambiência, sabendo que tal prática não acarretará em maiores problemas legais. Recorrendo às reflexões da filósofa Hannah Arednt para explanar esse fato, percebe-se que, em virtude de uma massificação social, as pessoas vêm perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.

Convém, portanto, ressaltar que a falta de consciência ambiental deve ser superada. Logo, é necessário exigir do Estado, mediante audiências públicas, palestras realizadas por profissionais capacitados- como biólogos, por exemplo- que tenham o objetivo de falar sobre a importância da preservação do meio ambiente. Ademais, reivindicar do Poder Legislativo a criação de legislaturas que visem a manutenção do bem-estar ambiental, com punições para as pessoas que não as cumprirem corretamente. Dessa forma, a ausência de empatia se limitaria apenas ao quadro “O Grito” e as pessoas passariam a desenvolver algo de suma importância: a consciência de que é preciso cuidar da natureza, do espaço no qual se vive.