A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/03/2021

No contexto literário brasileiro, percebe-se que o Arcadismo caracteriza-se pela valorização harmônica da relação homem e natureza. Saindo do âmbito literário e adentrando na realidade brasileira, é perceptível um paradoxo oculto, já que a falta de consciência ambiental está diretamente relacionada com a obsessão pelo progresso atrelado ao individualismo. Dessa forma, combatê-los constitui uma questão no ápice da contemporaneidade.

Em primeiro plano, é indiscutível que a obsessão pelo progresso causou feridas culturais que ainda não foram cicatrizadas. Isso porque o capitalismo trouxe “sede” pelo avanço e conduziu transformações irreversíveis na qualidade de vida da população, haja vista o contexto desordenado de urbanização, por exemplo, que instaurou a questão da falta de consciência ambiental na população, já que a busca pelo desenvolvimento é cada vez mais incessante. Desse modo, o progresso se torna uma “cegueira” social, ideal literário de José Saramago, capaz de impedir alternativas ambientais sustentáveis no status quo.

Ademais, convém destacar que o individualismo institui um entrave na questão da falta de consciência ambiental no Brasil. Nesse sentido, é evidente que os seres humanos se colocam acima da ambiência, praticando ações insustentáveis no meio ambiente e afetando diretamente a questão da coletividade no quesito social. Sob esse prisma, o homem se torna o lobo do homem, segundo os ideais hobbenianos, uma vez que praticam ações egoístas que reverberam de forma negativa na sociedade, consequentemente pela falta de consciência ambiental na hodiernidade.

Portanto, para que o problema seja minimizado, é preciso que o governo, órgão com poder do Estado, juntamente com o Ministério da Educação e as escolas, influenciem atitudes ambientais sustentáveis, por meio de palestras com ambientalistas, com a inserção de workshops interativos entre os alunos nas escolas, para que possam debater e aprender mais sobre a consciência ambiental de forma sustentável, a fim de que o protagonismo ambiental faça parte das gerações do presente e do futuro.