A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 21/03/2021
“O destino não é feito pela lenda e, sim, pela espada”. Essa foi a declaração feita por Alexandre Magno após desatar -utilizando métodos não convencionais- o nó de Górdio, feito que antes era dito como impossível. É relevante relacionar tal mito à falta de consciência ambiental, uma vez que, por mais que essa problemática não aparente ter resolução, pode ter seu nó desfeito através da adoção de uma nova perspectiva. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no Brasil.
Primeiramente, nota-se que, ao permitir a ausência investimento financeiro para realização de palestras que combatam à falta da consciência ambiental nos jovens, o Poder Público mostra-se omisso. Isso porque um adolescente pode sentir a vontade de realizar atitudes antisustentáveis como, por exemplo, o consumo exagerado de plásticos. Entretanto, o receio de que sua postura comprometa o bem-estar das futuras gerações tenderia a se tornar um elemento de inibição. Sendo assim, vê-se que o indivíduo está em constante conflito entre os impulsos inconscientes (Id) e a consciência dos limites sociais (Superego), comprovando os estudos psicanalíticos de Sigmund Freud.
Além disso, verifica-se que aceitar as consequência da falta de consciência ambiental é naturalizar o mal. Porém parcela da sociedade tem se mostrado inerte da ausência de aplicação das leis existentes, visto que falta inspecionar, com mais vigor, o ordenamento jurídico que prevê a coleta do eletrônico lixo por parte das empresas que fabricam tais artigos, o que provoca a degradação do ambiente. Dessa forma, esse fato ratifica os estudos da filósofa Hannah Arendt, pois, segundo ela, uma população apresenta-se incapaz de diferenciar o certo do errado devido a um processo de massificação social, causando uma aceitação de quadros negativos.
Convém, portanto, ressaltar que a falta de consciência ambiental deve ser combatida. Para isso, é necessário que o Estado busque ampliar o oferecimento de verbas, por meio de ministério competente, priorizando a realização de palestras educativas nas escolas com especialistas ambientais, com o objetivo de incentivar nos jovens ações que visem à sustentabilidade. Ademais, deve haver uma sensibilização populacional, via campanhas midiáticas promovidas por ONGs, visando a expor sobre a importância de adotar questionamentos críticos diante dos reflexos da falta de consciência ambiental, o que potencializa a realização de mobilizações em prol da aplicação das leis existentes, a fim de retificar as empresas que fabricam artigos eletrônicos e não realizam a coleta após esses serem descartados pelos usuários. Desse modo, ao adotar novas perspectivas, como feito por Magno, a resolução de tal problemática seria alcançada.