A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 21/03/2021

Segundo já declara o historiador Toynbee “tornamo-nos deuses na tecnologia, mas permanecemos macacos na vida.”  Essa fundamentação histórica pode ser relacionada a falta de consciência ambiental no Brasil. Afinal, apesar da crise humanitária atual resultante do descaso ambiental, o homem  preocupa-se apenas com a lógica capitalista.

Ao se refletir sobre a escassez da conscientização ambiental, é perceptível que esse entrave é motivado pelo modelo educacional vigente no país, visto que inseridas no alge do capitalismo, as escolas, responsáveis pela formação do indivíduo tal qual afirmava Kant, ensinam seus alunos a se sobressairem nas questões econômicas, contudo não os fazem refletir sobre a importância do cuidado com a natureza e como realizar medidas sustentáveis. Essa questão pode ser relacionada à ideia de Drucker de que a economia da educação tornou-se refém da tecnologia e passou a ser uma intensiva de capital, uma vez que a lógica desse sistema imperialista, no qual a sociedade já está acostumada, ensinou a todos que não importa o que for preciso destruir para alcançar a riqueza, contrapondo, dessa maneira, o pensamento de Platão na qual ele dizia que o fim não justifica os meios.

Outrossim, vê-se que esse entrave se tornou um estorvo para o desenvolvimento social, haja vista que o meio ambiente é uma fulcral  fonte de sobrevivência que fornece as condições necessárias para uma vida harmoniosa em coletividade. Essa assertiva pode ser aludida a ideia de Mahatma Ganhi de que a natureza produz o suficiente para nossa carência. Contudo, ela se encontra ameaçada diante do colpaso ecossitêmico promovido pelo individualismo que, segundo Dukheim cega o homem mediante as relações sociais e com meio. Somado a isso, observa-se que essa problemática extermina os ecossitemas, já que não há um emprego de medidas sustentáveis tal como pode ser observado a partir da destruição de parte da Amazônia e de todo o Centro-oeste devido a crescente produção da soja e da agropecuária.

Diante desse contexto de crise ambiental, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela manutenção da proteção com a natureza, fiscalizar mais intensamente as práticas predatórias nos ecossistemas através de patrulhas nestes locais e de investigações mais profundas nos relatórios referentes as metodologias adotadas pelas grandes empresas em suas atividades. Ademais, cumpre ao Ministério da Educação, instância educacional máxima, incentivar a sociedade a refletir sobre as práticas nocivas ao meio ambiente através de campanhas nos meios digitais que visem criar uma conscientizaçao ambiental.