A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/03/2021

“Cadê a flor que estava aqui? Poluição comeu”. Esse trecho da música “Xote Ecológico” do cantor Luiz Gonzaga busca descrever o impacto da poluição na natureza. Ademais, é possível relacionar que, no Brasil, o estabelecimento de um pensamento social desvinculado da preservação da natureza tem um reflexo direto na sua destruição. Dessa forma, a falta de consciência ambiental, na nação brasileira, é um fator determinante para a ruína do meio natural. Com efeito, há de se repensar o papel do Estado e da sociedade nessa conjuntura.

Em primeiro lugar, a teoria do Liberalismo econômico -proposta pelo economista Adam Smith- defende a não-intervenção do Estado na economia. Sendo assim, as principais decisões econômicas, que irão repercutir nas questões ambientais e sociais, são tomadas pelas empresas. Ademais, a omissão estatal e a fragilidade das políticas ambientais brasileiras condiciona uma livre expansão das fronteiras da produção econômica das instituições privadas. Essa prática promove a degradação dos recursos naturais e a incapacidade do ecossistema em absorver toda poluição gerada. Diante disso, percebe-se que, no Brasil, o Estado não exerce um papel de incentivador da consciência ambiental e não adquire política protecionista em relação a natureza, sendo esta desfavorecida em relação ao capital.

Outrossim, a Revolução Industrial modificou a relação do ser humano com a natureza, pois foi imputada na sociedade a lógica do mercado, obtenção de lucro e sua dissociação com o meio ambiente. Dessa forma, o pensamento social foi moldado pela perspectiva capitalista e práticas, como o consumo desenfreado, foram inseridas nessa sociedade de consumo, no entanto, essas ações geram uma alta demanda de recursos naturais e emissão de gases poluentes. Ademais, é preciso desenvolver hábitos na sociedade que promovam uma consciência ambiental e o desprendimento de ideais capitalistas que fomentam a destruição do ecossistema.

Portanto, tendo em vista o que foi discutido, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente incentive a preservação e valorização do meio natural, por meio da maximização das patrulhas nas fronteiras das florestas e áreas de preservação ambiental que visa propor a diminuição do desmatamento e expansão agrícola ilegal. Ademais, o Ministério da Educação deve buscar incentivar a diminuição do consumo desenfreado da população brasileira através da promoção de educação ambiental realizada por meio de palestras, as quais sejam realizadas com profissionais qualificados nas Escolas e Universidades Públicas. Isso deve ser feito a fim de que haja um maior conhecimento ecológico. Dessa forma, a poluição não “comerá” a flor.