A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/03/2021
Já na década de 80, a problemática da poluição no Brasil era denuncianda pela cultura popular, como na canção “xote ecológico” de Luiz Gonzaga, a qual o eu lírico queixa-se da qualidade de vida que resulta da poluição do homem à natureza, como nos versos “Cadê a flor que estava aqui? poluição comeu”. No entanto, a falta de consciência ambiental permance em questão no país, uma vez que a sociedade negligencia historicamente esse impasse, assim como o governo é ineficiente quanto às questões ambientais.
Em primeiro plano, ressalta-se que a falta de consciência ambiental tem raízes históricas. Desse modo, desde à Revolução Industrial iniciada no século XVIII, a produção aumentou junto ao consumo. No entanto, a consciência relacionada à preservação da natureza não acompanhou o ritmo do avanço das indústrias, que tinham apenas o fim de gerar lucro. Tal atitude pode ser explicada pelo sociólogo Karl Marx, o qual defende que o capitalismo é a base da sociedade, e desse modo, o lucro é priorizado em detrimento do meio ambiente. Sob essa análise, percebe-se que a sociedade não foi educada para preservar à natureza, e sim para explorá-la, o que consecute em dados como os apresentados pelo Instiuto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o qual extima-se que até 2030, mais de 20% da área total da região metropolitana de São Paulo poderá ser afetada por acidentes naturais.
Em segundo plano, destaca-se que o Governo Federal não contribui para a afirmação da consciência ambiental nos brasileiros, já que não há políticas públicas que priorizem esta temática. Desse modo, as queimadas que ocorreram em 2019 no Brasil tornou o país no que mais destroi florestas naquele ano, que por conseguinte não teve políticas ambientais que amenizassem a situação. Obsrva-se, portanto, a ineficácia do governo em preservar a natureza e oferecer à população meios que efetivem o senso crítico quanto à preservação dos recursos naturais. Tal postura contrapõe o ideal do teólogo brasileiro Leonardo Boff, o qual afirma que é preciso cuidar da “casa comum”, que é o planeta.
Infere-se portanto que a falta de consciência ambiental no Brasil deve ser superada. Para tanto, urge que o Poder Legislativo crie leis as quais beneficiem empresas que adotem políticas ambientalistas. Isso ocorrerá por meio de um plano inter-regional de incentivo à preservação da natureza, que irá unir empresas públicas e privadas para despertar o senso crítico dos seus funcionários com palestras e benefícios a quem adotar posturas favoráveis ao meio ambiente. Ademais, urge que a família, quanto instutuição social primária, eduque os filhos para que saibam da importância de preservar o planeta terra. Desse modo, as denúncias presentes no xote ecológico de Luiz Gonzaga serão finalmente reconhecidas e vencidas.