A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 21/03/2021
Em meio a pandemia da Covid-19, a população brasileira pode ter acesso a uma reunião ministerial do governo Bolsonaro, em que nela havia comentário do ministro do Meio Ambiente que traduzem as políticas do Estado para a preservação, que incluem incentivo a desmatadores e grileiros. É importante salientar que abrir mão de um dos títulos de país que mais combateu o desmatamento, para, em 2019, o país que mais desmatou suas florestas, segundo o dado da Global Forest Watch, revela muito da consciência ambiental presente na mentes não só dos políticos, mas da população como um todo. Sob essa perspectiva, faz-se necessário observar como a base histórica influenciou na falta de consciência ambiental, bem como os reflexos disso na construção de um futuro brasileiro.
É fundamental, em primeira análise, compreender a forma como a sociedade foi estruturada influência, diretamente, na falta de consciência ambiental. Ao tomar como base o pensamento do historiador Caio Prado Júnior, a partir do livro “Formação do Brasil Contemporâneo”, no qual afirma que o país permanece em muitos aspectos, parecida com sua estrutura colonial, ou seja, é uma sociedade voltada para o mercado externo em detrimento da sua estrutura interior, isto é, mesmo com a quebra do pacto colonial o país, ainda assim, se desfaz de suas riquezas de modo irreflexivo, na ausência de qualquer resquício de consciência verde. Como exemplo disso, tem-se a pressão do agronegócio - atualmente da soja, mas que, anteriormente, era cana-de-açúcar, posteriormente, o café, todos tendo como fator comum a exportação - influenciando diretamente no arco do desmatamento.
Analisa-se, ainda, os reflexos disso na construção da cidadania brasileira. Ao tomar como base o pensamento das intelectuais Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, a partir do livro “Brasil: uma biografia”, no qual mostra a “difícil e tortuosa construção da cidadania” e ao perceber que discursos políticos e o desmonte das estruturas que protegem o meio ambiente fragilizam o valor cívico, incluso nele o conscientização ambiental. Garantem, destarte, a permanência do pensamento contraproducente da falta de consciência, aceitando o descaso com a natureza e permitindo, assim, a limitação da população brasileira, visto que é intrínseco a existência de um ambiente sadio, para a sobrevivência humana.
Urge, então, a necessidade de ir contra os valores apregoados atualmente, que assegura a falta de consciência ambiental. Para tanto, cabe aos centros educacionais, lugares que fomentam a automaticidade, conscientizar para a estreita relação da natureza com a vida humana e a riqueza que nela está presente, sendo fundamental sua proteção. Isso por meio de palestras com cientistas em poluição ambiental e, além de ações que ajudem a despoluir as biosferas próximas da sua região. Assim, será possível construir um futuro em que seja inadmissível posturas que vitimem na natureza.