A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 22/03/2021
“Eu uso o necessário / Somente o necessário / o extraordinário é demais”. Essa canção, interpretada por Balu, no filme “Mogli: o menino lobo”, da Disney, pode ser relacionado a condição de harmonia com a natureza, na qual se utiliza apenas o essencial para a vida. No entanto, no Brasil, essa relação de equilíbrio não é observada, uma vez que o país prioriza o processo de expansão do capitalismo e o consumismo exacerbado. Dessa forma, tanto o pouco engajamento social e governamental em prol da preservação do meio ambiente quanto a escassez de letramento voltado à peservação dos ecossistemas são fatores que reverberam a questão da falta de consciência ambiental.
Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que entre agosto de 2019 e julho de 2020, houve um aumento de cerca de 35% nos alertas de desmatamento da Amazônia em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse sentido, escancara-se a situação devastadora do cenário Brasileiro, uma vez que há um descompromisso dos governantes em garantir a preservação da fauna e flora. Somado a isso, não há um engajamento efetivo dos cidadões que, por vezes, mostram-se omissos e não reivindicam atitudes dos seus representates. Dessa maneira, percebe-se que uma das raízes para esse panorama lamentável é o pensamento latifundiário, agroexportador e consumista que visa o lucro em detrimento da preservação ambiental, e não dimensiona os impactos ocasionados.
Ademais, evidencia-se que a Constituiçao Federal, de 1988, no seu Artigo 225º, impõe ao poder público e à coletividade o dever de defesa e preservação do Meio Ambiente. Contudo, tal legislação não é posta em prática e muitos indivíduos mostram-se desconhecedores de tais deveres e direitos. Essa situação prepondera devido à ínfima formação educacional sobre o meio ambiente ofertada à sociedade, a qual não percebe como pequenas ações- tais quais o consumismo e a inércia frente às questões ecológicas- contribuem para o contexto atual de degradação ambiental. Desse modo, é fulcral a conscientização de todas as esferas sociais sobre a importância da conservação dos ecossistemas não só para o presente, mas também para as futuras gerações.
Logo, deve-se romper com a falta de sapiência ambiental, por parte dos brasileiros. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Educação, criar projetos sobre a necessidade da preservação da natureza, tal ações devem ser implementadas em escolas e abertas para toda a comunidade, por meio de aulas semanais de educação ambiental, ministradas por engenheiros ambientais e sociologos, além de gincanas e debates, a fim de incentivar e ensinar sobre a impotância da fauna e da flora. Somente assim, o ser humano terá a compreensão de que usar somente o necessário, como defendia Balu, proporcionará a manutenção da natureza, tão essencial para vida.