A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/03/2021

Muito embora a Constituição Federal Brasileira prescreva que é dever do Estado e da coletividade assegurar o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, na prática, poucos são os brasileiros que possuem essa consciência ambiental. Nesse trilhar, esse problema persiste na sociedade por causa da ausência da aplicação legislativa, aliada à falta de adequada educação ambiental no sistema de ensino.

De início, importa observar que, no contexto hodierno, há pouca consciência quanto à preservação ambiental pelo fato dessa pauta não ser prioridade de execução na agenda política brasileira. Desse modo, como bem afirmou o filósofo Noam Chomsky, o Estado não é agente moral, as pessoas que são, ou seja, não adianta haver lei se não há pessoas que possam efetivá-la. Nesse contexto, a falta de investimentos em políticas públicas preservacionistas agravam essa situação na sociedade.

Outrossim, a ausência da educação ambiental nas instituições de ensino de todos os níveis (ensino fundamental, médio e graduação) é um obstáculo que prejudica a falta de compreensão sobre a preservação do meio ambiente no país, de maneira que os hábitos de toda a população tornam-se negligentes perante o ecossistema. Assim, se a inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente, como aduziu o co-fundador do Greepeace, Paul Atson, o descaso e a falsa percepção de antropocentrismo perante a natureza reflete também em um problema cognitivo e educacional de uma geração inteira da sociedade.

Diante disso, infere-se que medidas precisam ser tomadas para a atenuação da falta de consciência ambiental no Brasil. Nesse sentido,  é fundamental que o Poder Executivo, por meio de uma ação conjunta entre o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente, aplique efetivamente as leis promovendo educação e conscientização ambiental, assegurando, através de ações midiáticas e das instituições de ensino, informações sobre como possuir hábitos sustentáveis e preservacionistas, a fim de mudar os costumes e assegurar as garantias da Constituição.