A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 20/03/2021

A atenuada consciência ambiental é uma problemática que sempre esteve veementemente presente na sociedade brasileira. No entanto, esse impasse foi intensificado durante o século 18, período que data uma intensa transformação e fortificação industrial no país. Assim, o desmatamento, as queimadas e a elevada emissão de gás carbônico na atmosfera foram e são exemplos de ações preocupantes. A partir desse contexto, é fundamental analisar os impactos que essa escassez de racionalidade ambiental pode trazer, juntamente com a importância de políticas públicas para intensificar a consciência social no Brasil.

A priori, é indispensável ter conhecimento de que os seres humanos estão extrapolando os limites planetários pela falta de sapiência ambiental. Isso ocorre, uma vez que a humanidade está usando 20% a mais dos recursos que o planeta é capaz de repor - segundo a pós-graduada em gestão ambiental, Mariela Pinto. Sendo assim, os impactos acarretados são intensos, visto que o ecossistema não consegue renovar-se no mesmo ritmo em que é desgastado, o que torna danosa e desproporcional a relação do homem com o meio em que está inserido. Com isso, evidencia-se o risco de gerações futuras sentirem esse impacto com mais força, podendo ter uma qualidade de vida reduzida ou até mesmo inexistente, visto que se o ritmo for seguido, a tendência é a intensificação desse processo.

Ademais, admite-se que o negligenciamento das autoridades governamentais termina por naturalizar os problemas ambientais. Tal situação torna-se um óbice, uma vez que o poder público tem, segundo o ambientalista Alexsandro Medeiros, o dever de atuar com Políticas Públicas na defesa do meio ambiente, com o objetivo de preservar e restaurar os processos ecológicos, sendo isso assegurado pela própria Constituição Brasileira. No entanto, percebe-se que o Estado não faz uso de sua influência nacional para conscientizar os cidadãos sobre a importância da boa conduta e necessidade de preservação ambientalista.  Dessa forma, não havendo o engajamento estatal  e, consequentemente, social, a falta de consciência é intensificada dia após dia, agravando os danos e proporcionando impactos cada vez maiores e mais prejudiciais.

Dessa forma, é mister que o Estado, como maior influência de uma nação, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, formulem Políticas Públicas para conter esse dilema e garantir maior estabilidade e qualidade de vida às próximas gerações, principalmente, visto que é um investimento a longo prazo. Assim, há a necessidade da divulgação de campanhas em aglomerados, como escolas, televisão e internet, a fim de promover o conhecimento em massa e a divulgação da situação atual, bem como as ações a serem realizadas pela população, objetivando minimizar e extinguir esse problema.