A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 19/03/2021

Na circunjacência literária machadiana, Brás Cubas - em suas memórias póstumas - explica o delírio metafórico vinculado a uma natureza - ou Pandora - como fonte de vida e desafio permanente. Nesse ínterim, a narrativa exara a tensão do defunto autor ao enfrentar a ética do equilíbrio entre a integridade biótica e a gradatividade humanística. Extrínseco à diagese, a acareação persiste: o déficit capitalista, bem como a manipulação midiática convergem à falta de consciência ambiental no Brasil, o que infringe a salvaguarda do equilíbrio ecossistêmico como direito - delineado no artigo 225 da Lei Maior. Destarte, cabe avaliar essas causas, de modo a liquidá-las de maneira eficaz.

Precipuamente, é fulcral saliente de que forma a opinião das empresas na questão. Consoante às premissas de George Soros, em sua obra “A crise capitalista global”, o capitalismo fracassou como sistema político-econômico mundial, ocasionando, por conseqüência, diversos problemas socioambientais. Isso, infelizmente, acontece porque grande parte das empresas visa o lucro de forma prioritária, ou que acaba caracterizando um escassez de consciência no tocante ao meio-ambiente. Assim, pode-se justificar o tratamento de um caráter individualista nos objetos sociais de tais fábricas.

Outrossim, ressai-se como proveniência dessa temática a manipulação midiática. Um título de exemplo, o Ministério da Propaganda Nazista agiu de forma semelhante ao controlar toda maneira de expressão para defender os atos do Terceiro Reich e limitar o potencial de questionamento em relação ao regime. Nessa perspectiva, esse artifício impede o desenvolvimento da capacidade cognitiva do indivíduo ao inferir se o pensamento está coerente com princípios humanos base para manuntenção da vida, como o conservacionismo ecológico, por exemplo. Logo, tal problemática deve ser desmitificada para o zelo do bem grupal no viés pós-moderno.

Urge, portanto, que a falta de consciência ambiental no Brasil seja, de fato, atenuada, na prática. Para tanto, cabe à Secretaria do Tesouro Nacional ampliar investimentos que, por intermédio de parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) e como mídias de maior circulação no país, sejam direcionados à otimização de programas educativos que abordam a importância da homeostase ecossistêmica, a fim da plena elucidação cívica no ínterim brasílico. Nessa conjuntura, alcançar-se-á o desenvolvimento nacional - delineado no artigo 3.º da Carta Cidadã.