A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/03/2021
Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Por isso, entende-se que ter uma vida superficial sem os meios necessários para suprir, com equilíbrio, as necessidades humanas não seria, de fato, interessante. Tendo em mente tal pensamento e considerando que, embora a Constituição Federal garanta que o meio ambiente seja conservado para as futuras gerações e que haja vários protocolos mundiais sobre o tema, a atual sociedade não está cumprindo com esse dever fundamental. Logo, medidas são necessárias para combater a falta de consciência ambiental no Brasil.
O filme “Mogli: o menino lobo” apresenta a “Flor vermelha”, ou seja, o fogo - que só pode ser controlado pelo homem - e mostra os impactos causados por esse elemento quando não é usado de forma correta. Assim como na ficção, é evidente que os indivíduos contemporâneos, infelizmente, não têm o controle necessário sobre esse artifício, o que pode ser visto com os incêndios constantes nos principais biomas brasileiros, como a Floresta Amazônica e o Pantanal. Tudo isso é fruto de uma sociedade intimamente imediatista e que não pensa cuidadosamente no futuro, mas sim no que pode ser retirado do meio ambiente no presente e que, muitas vezes, geram fins lucrativos.
No mundo atual, ouve-se muito falar em sustentabilidade, mas pouco é feito para que se consiga alcançá-la. Indústrias lançam dejetos tóxicos em rios e lagos e poluem o ar. Empresas devastam florestas para benefício próprio e pessoas ainda não respeitam a natureza até mesmo nas situações corriqueiras, gastando água exageradamente e poluindo as ruas. Parafraseando o teólogo Albert Schweitzer, o homem aprendeu a dominar a natureza antes de dominar a si próprio e isso se tornou algo ruim porque, tristemente, essas ações não foram ligadas à responsabilidade socioambiental, ou seja, atitudes que respeitam o ambiente.
Destarte, diante de todas essas questões, a humanidade precisa tomar consciência de que, agindo dessa forma, não se terá nada amanhã para ser chamado de casa. Então, o Ministério do Meio Ambiente deve, junto à mídia, investir em ações mitigadoras a fim de resvolver essa problemática, a partir de políticas públicas que informem à população, dos mais jovens aos mais velhos, sobre a necessidade de ter atitudes sustentáveis. Cabe, também, ao Estado cumprir e fiscalizar as medidas impostas pelos acordos, como a Agenda 21. Só com essa união entre governo e sociedade que será possível a qualidade de vida tão sonhada de Platão.