A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 19/03/2021
A Agenda 21 é um documento criado durante uma conferência internacional para estabelecer formas de consolidar o desenvolvimento sustentável. Contudo, a falta de consciência ambiental no Brasil afasta o real cumprimento dessa meta. Nesse sentido, a problemática supracitada ocorre devido à desinformação populacional e à negligência governamental.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a degradação da biosfera é fruto da ausência de instrução dos cidadãos. A esse respeito, no filme “Wall-E”, a escassez de noções ecológicas promoveu ações antrópicas exacerbadas que resultaram na extinção da vida no planeta. De modo paralelo, esse cenário não está distante da realidade atual, uma vez que o desconhecimento gera impactos ambientais, tais como o desmatamento e as queimadas, os quais ainda acontecem em taxas superiores ao limite suportado pela natureza. Sendo assim, constata-se a premência de educar os indivíduos, a fim de disseminar saberes que ampliem a preservação.
Ademais, o descaso proveniente das autoridades vigentes contribui para a persistência de atividades prejudiciais ao meio ambiente. Nesse contexto, conforme o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado assegurar o bem-estar coletivo. No entanto, essa responsabilidade é desconsiderada em relação à efetivação de práticas benéficas destinadas à esfera natural, visto que a desinformação propicia a negligência das inspeções, o atraso dos projetos de conservação e a priorização do lucro em detrimento da preocupação com as gerações futuras. Dessa maneira, fica evidente a importância de garantir a realização do papel estatal nos quesitos ecológicos.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Com a finalidade de ampliar a consciência ambiental da população brasileira, urge que o Ministério da Educação, por meio de uma reforma na Base Nacional Comum Curricular, possibilite a inserção do ensino ecológico como uma matéria obrigatória nas escolas públicas e particulares desde o nível infantil. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, por intermédio de verbas governamentais, deve executar um planejamento eficaz que cumpra os tópicos estabelecidos pelos documentos hodiernos e aumente as fiscalizações de empresas nacionais e privadas, com o objetivo de atenuar a inadvertência estatal. Somente assim, será possível aproximar o Brasil da proposta apresentada pela Agenda 21.