A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 23/03/2021

Segundo o artigo 125 da Constituição Brasileira, é direito de todos e responsabilidade do Estado e da sociedade um meio ambiente preservado. Porém, contrariando a Carta Magna do país, observa-se  a falta da conscientização dos brasileiros em relação ao meio ambiente, seja pela flexibilização de leis ambientais, em virtude do máximo lucro, seja pelo individualismo e falta de responsabilidade com gerações futuras.

Em primeira análise, a fim de atender interesses econômicos e diante de uma a matriz econômica de caráter agroexportador, observa-se a flexibilização de leis ambientais no intuito de explorar terras para produção. Essa ação é defendida pelo conjunto de grandes empresários e congressistas brasileiros (bancada ruralista) que, defendendo interesses individualistas, e visando o máximo lucro, pouco defendem pautas preservacionistas. Ainda mais, por não existir uma legislação ampla e severa que abranja sobre crimes ambientais, tais empresários exploram os recursos e colaboram para impactos ambientais, sociais e econômicos gravíssimos, como no caso do rompimento da barragem de Brumadinho, que deixou um grande rastro de destruição e dezenas de mortes.

Ademais, observa-se uma sociedade cada vez mais individualista, que, por não enxergar muitas consequências a curto prazo, pouco se importa com a preservação, tampouco com os efeitos da negligência quanto as questões ambientais, facilitando assim a atuação da flexibilização do Código Ambiental. Entretanto, a falta de conscientização e atuação de leis de preservação no Brasil, vistas no cenário mundial, são extremamente rechaçadas, uma vez que, diante de um planeta já bastante degradado por conta da desenfreada devastação ambiental, torna-se eminente a necessidade de medidas mais sustentáveis. Essas medidas foram defendidas pelo Relatório Brundtland - conjunto de direcionamentos que defendem a produção econômica, porém de forma sustentável, preservando o meio ambiente e garantindo a justiça social.

Portanto, faz-se necessária a tomada de medidas urgentes, uma vez que a conscientização da preservação do meio ambiente é condição básica para sobrevivência dos seres vivos. Para tal, ONGs que trabalham em prol da causa ambiental e partidos políticos deverão trabalhar de forma conjunta na formação de uma bancada ambientalista, a fim de contrastar com interesses da bancada ruralista, defender causas ambientais, e conscientizar a população dos iminentes riscos da degradação ambiental. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, através de leis e decretos, deverá estabelecer normas mais rígidas, inclusive de caráter punitivo, através de multas, para pessoas e organizações que cometam crimes ambientais.