A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/03/2021
O termo sustentabilidade, derivado do latim, exprime a ideia de conservar e sustentar. Isto é, significa suprir as necessidades ambientais do presente sem afetar as gerações futuras. Entretanto, no contexto brasileiro hodierno, os crescentes impactos no meio ambiente fazem da conscientização sobre a preservação do meio natural uma urgência. Com base nisso, a escassez dos recursos naturais e a cultura indígena representam os principais debates no tocante ao discurso no Brasil.
Mormente, a “Pegada Ecológica” é uma metodologia que contabiliza a pressão da extração humana sobre os recursos ambientais. Ou seja, compara diferentes padrões de consumo e verifica se estão de acordo com a capacidade ecológica do planeta. Nesse sentido, o Brasil enfrenta um forte declínio da sua biocapacidade, sendo válido citar o desmatamento no país, sobretudo, para a prática da atividade agropecuária. A exemplo disso, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), a área extraída na Amazônia até o ano de 2002 era superior ao tamanho do território francês. Logo, para reverter este quadro de intensa exploração natural é preciso que haja a busca por diminuir a “Pegada Ambiental” brasileira e incentivo ao consumo consciente dos recursos disponíveis pela natureza.
Outrossim, a cultura sustentável indígena é implicante. Dado que, a industrialização acelerada ocorrida no século XX no Brasil, difundiu fortemente ideias capitalistas que visavam o lucro monetário e não ambiental. Enquanto isso, os hábitos indígenas são baseados em restaurar e manter o equilíbrio humano-natural rompido. Nesse viés, a cultura e tradição dos povos indígenas se relaciona com o meio ambiente, o cultivo e a subsistência, uma vez que enxergam a terra como a mãe que proporciona a vida e o bem-estar da tribo. Não obstante, a sua cultura com a terra está cada vez mais ameaçada à medida que sua prática subsistente vai sendo esquecida e terras demarcadas para comunidades indígenas são reivindicadas por agricultores e companhias agrícolas. Destarte, a questão protetiva do índio e do meio ambiente para a garantia do bem coletivo precisa ser enaltecida e conscientizada, visto que, consoante a Carta Magna de 1988, é um dever que cabe à coletividade, bem como ao poder público.
Depreende-se, em suma, que a falta de consciência ambiental no Brasil precisa ser combatida. Para isso, urge ao Executivo Federal, por meio do Primeiro Setor da Sociedade, propor e aplicar medidas de inserção do “Desenvolvimento Sustentável” no país. Assim, para ser alcançado é necessário que o desenvolvimento econômico considere o meio ambiente e as atividades humanas. Desse modo, é indispensável um planejamento e reconhecimento de que os recursos naturais são finitos e que devemos cobrar atitudes interpessoais que evitem impactos ambientais, como o desperdício de água. Dessarte, será possível reduzir a Pegada Ecológica brasileira e garantir recursos para futuras gerações.