A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/03/2021
A primeira Revolução Industrial foi o marco inicial da utilização de máquinas a vapor as quais são responsáveis por emitir grande quantidade de gases poluentes na atmosfera. Na atualidade, os países globalizados, como o Brasil, têm contribuído para o aumento da poluição ecossistêmica. Com base nesse viés, é fundamental pontuar os entraves que colaboram para a falta de consciência ambiental no Brasil, como a supressão de investimentos em materiais sustentáveis e a carência do engajamento escolar na abordagem de temas voltados ao meio ambiente.
Em primeiro lugar, são denominados materiais sustentáveis aqueles que têm origem industrial ou artesanal, porém não liberam toxinas na atmosfera e contribuem com o meio ambiente. Todavia, a utilização dessas ferramentas ainda é um impasse no Brasil, tendo em vista que as indústrias persistem na utilização de matérias primas altamente prejudiciais, como o petróleo e o carvão mineral. Isso porque o custo de investimento em bens sustentáveis é mais elevado, uma vez que sua composição requer substâncias diferenciadas das convencionais, aumentando seu montante. Dessa forma, a carência de investimentos em insumos biodegradáveis é um impasse para a criação da consciência ambiental no Brasil.
Além disso, a escola tem papel fundamental na construção do pensamento sobre a importância do meio ambiente, uma vez que é responsável pela formação de um cidadão lúcido. O filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é aquilo que a educação faz dele, logo, educar é crucial para o desenvolvimento do ser consciente. Entretanto, as escolas brasileiras falham quando não externam aos discentes sobre a relevância da natureza. Sendo assim, a falta de engajamento das escolas sobre a temática ambiental é um entrave para o amadurecimento da percepção dos alunos sobre a ideia de preservar o meio.
Nota-se, portanto, a necessidade de soluções para a falta de consciência ambiental no Brasil. Para isso, o Ministério da Indústria e Comércio, por ter a função de fiscalizar o avanço das inovações nas empresas, deve incentivar as fábricas a aumentarem o uso de recursos biodegradáveis, por meio da redução de impostos sobre esse tipo de matéria prima. Além disso, o Ministério da Educação, por ser responsável pela pedagogia da nação, deve, em parceria com as escolas, despertar o interesse dos alunos em preservar os ecossistemas, mediante palestras educativas que abordem a importância da natureza para os seres vivos. Tudo isso com o objetivo de aprimorar a percepção humana sobre a relevância do meio ambiente à vida. Afinal, é necessário um planeta menos poluído assim como era antes da Revolução Industrial.