A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/03/2021

“O jeito é convencer quem devasta a respeitar a floresta”, entoou o cantor Gilberto Gil, na música “Refloresta”. Fora das cifras, apesar das inúmeras informações veiculadas sobre o caótico panorama ambiental do Brasil, os governantes do país não têm tomado medidas suficientes para a melhoria desse cenário. Desse modo, faz-se nítida a raíz de tal problemática: a falta de consciência sobre o meio ambiente-causada pela falta de políticas públicas e quase inoperância estatal nessa questão.

Convém analisar, inicialmente, o poema “O homem, as viagens”, do escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade, em que o autor metaforiza a necessidade constante e insaciável do homem conquistar determinados objetivos. Analogamente à ideia, os desflorestadores persistem na destruição da biodiversidade brasileira nos tempos atuais, o que salienta, ainda mais, a quase ausência de políticas estatais que visem à interrupção das devastações. Assim, a nação brasileira presencia a falta de consciência ambiental por parte dos governantes-detentores dos recursos e poder necessários à resolução dessa problemática.

Nota-se, ainda, a inoperância estatal nas fiscalizações das áreas florestais brasileiras  atingidas pelas queimadas e pelo desmatamento. Dessa forma, é imprescindível a análise do quadro “Abaporu”-da artista Tarsila do Amaral-,o qual retrata um ser bastante incongruente e com elementos que rememoram a diversidade nacional. Por isso, pode-se afirmar que, quando o Estado não assume as “rédeas” ambientais, o Abaporu nacional tende a perder, cada vez mais, sua constituição representativa e, consequentemente, reafirmar a falta de noção sobre o cenário do meio ambiente.

À luz dessas considerações, faz-se válida a reflexão sobre a ausência de consciência ambiental no panorama brasileiro. Dessarte, o Governo Federal deve implantar políticas de reflorestamento a uma determinada quantidade de hectares  removidos da flora nacional e destinados a qualquer finalidade. Isso deve ser feito por intermédio da ampliação de corredores ecológicos que contenham fiscais dessas áreas de remoção das florestas, visando à preservação do “que resta” da biodiversidade brasileira. Assim, o Abaporu nacional será, constantemente, “reflorestado”.