A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 16/03/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade dos brasileiros no que concerne à falta de consciência ambiental em questão no Brasil, visto que o processo mais impactante foi a Revolução Industrial no século XVIII e XIX, no qual intensificou a poluição atmosférica. Nesse contexto, ao se analisar a circunstância decadente a essa mazela, faz-se essencial uma discussão a respeito da falta de consciência ambiental no Brasil. Logo, deve-se considerar as implicações sociais desse entrave, tais como a valorização dos lucros e o silenciamento.

A princípio, a priorização do capital colabora com esse grave cenário. Nesse viés, Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como o da falta de consciência ambiental florescem em virtude da supremacia de matéria-prima e de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o problema.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de debate presente na questão. Nesse sentido, o filósofo francês Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nessa lógica, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da falta de consciência ambiental no Brasil, que devido ao silenciamento, nota-se que desde a atual presidência de Jair Bolsonaro a nação brasileira está se tornando líder mundial em desmatamento, segundo o site Green Peace. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre essa problemática, sua resolução é impedida.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar essa falta de consciência ambiental no Brasil. É imprescindível, então, que as Organizações não Governamentais, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais, por meio da divulgação em mídias de massa que façam a sociedade repensar a priorização de seus interesses financeiros e ampliar conhecimento sobre as causas e consequências da falta de conscientização ambiental. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses na irresolução da lacuna de consciência ambiental, a fim de quebrar o silenciamento em torno do tema, e que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar coletivo e ambiental. Sendo assim, os entraves mencionados serão amenizados na modernidade e a proposição de Sartre seria concretizada  na realidade brasileira.