A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 17/03/2021
Em sua música “O Progresso”, o cantor Roberto Carlos afirma que queria não ver “todo o verde da Terra morrendo e das águas dos rios os peixes desaparecendo”. Esse cenário, no entanto, caracteriza a nossa realidade, marcada pela falta de consciência ambiental que reverbera no Brasil, cujos efeitos já são sentidos pelas gerações atuais. Ademais, pode-se inferir que a ausência de consciência ecológica, evidenciada na sociedade brasileira, está relacionada tanto a fatores sociais quanto governamentais.
A priori, no filme infantil “O Lorax” - que se passa em uma cidade onde as árvores são feitas de plástico e tudo é artificial -, um dos personagens afirma: “Será que sou ruim? Só faço o que é bom para mim!”. Tal afirmação, embora faça parte da ficção, pode ser comparada ao comportamento ganancioso em relação à natureza visto na sociedade brasileira, o qual é impulsionado pela ideia errônea de que o ser humano está “separado” do meio ambiente, ou seja, não é afetado pela degradação deste. Assim, ao partir da concepção de fazer somente o que é bom para si, o ser humano despreza a consciência ambiental e deteriora o meio natural.
Outrossim, segundo o Art. 225 da Constituição Federal, impõe-se ao poder público e à coletividade o dever de defender a natureza e preservá-la para as presentes e futuras gerações. Entretanto, o que é visto no Brasil, além de uma sociedade despreocupada com o meio natural, é um governo ineficiente no que diz respeito às causas ambientais, fato corroborado por dados como os do aplicativo “Global Forest Watch”, o qual constatou que o Brasil foi o país que mais destruiu as suas florestas em 2019.
Logo, faz-se imperioso elucidar meios para mitigar tal questão. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve promover a conscientização sobre as questões ambientais, utilizando-se de palestras escolares com órgãos competentes, além de incentivar propagandas capazes de estimular o desenvolvimento sustentável - isto é, que não esgota os recursos para o futuro. Desse modo, será formada uma sociedade ecologicamente consciente, na qual vê-se efetivado o citado Art. 225 constitucional.