A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 18/03/2021
Sabe-se que a Revolução Industrial proporcionou ao mundo novas técnicas e mecanismos de produção. Nesse ínterim, evidencia-se uma produção em massa, o que agrava a relação entre o homem e o meio ambiente e intensifica uma conjuntura brasileira na qual a consciência ambiental não marca presença. Este cenário persiste, sobretudo, devido a um consumismo material exacerbado e à exploração irracional dos recursos naturais.
Em primeira análise, é preciso ressaltar a existência de leis ambientais e de métodos de sustentabilidade implantados no Brasil, todavia ainda são insuficientes para garantir uma empatia natural. Sob esse prisma, observa-se um consumismo desenfreado da população intensificado pelo modo de produção capitalista, o que implica em um descarte indevido do lixo e gera problemas alarmantes na natureza, haja vista a poluição do ar e da água, alterações no ciclo natural da fauna e da flora, bem como uma alta exposição de substâncias tóxicas, as quais prejudicam a camada de ozônio e causam chuva ácida. Segundo o Fundo Mundial da Natureza (WWF), o Brasil é o quarto dos países que mais produzem lixo, com mais de 11 milhões de toneladas e apenas 1,28% é reciclado, o que ratifica que a falta de cuidado do indivíduo com o meio ambiente faz os impasses naturais recaírem na sociedade.
Outrossim, outro fator inibidor de uma plena consciência ambiental no corpo social brasileiro é a superexploração dos recursos presentes na natureza. Diante disso, nota-se que, para atender às demandas industriais e obter lucro, as empresas extrativistas abusam dos recursos naturais finitos e fazem com que gerações futuras sofram a escassez natural como consequência da irracionalidade e da ganância humana, sem a devida cautela exigida pelo meio ambiente. Prova disso é que a extração dos insumos triplicou nas últimas quatro décadas segundo uma pesquisa feita pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e confirma a carência de responsabilidade ambiental.
Depreende-se, destarte, ações antrópicas devastadoras do meio ambiente, haja vista a ausência de uma consciência ambiental. Logo, as instituições de ensino devem levar tal assunto para as salas de aula desde os alunos menores aos maiores, através de trabalhos em equipe, diálogos e palestras, com ajuda de autoridades em meio ambiente, a fim de criar e aumentar uma racionalidade ambiental nos jovens. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, aliado aos órgãos do governo como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, deve mitigar a superexploração da natureza por meio da identificação de empresas exploradoras para aplicar punições imperiosas e cumprir as leis ambientalistas. Assim, a empatia ambiental será íntegra e haverá uma preservação natural também em outras gerações.