A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 22/02/2021

Durante a Conferência de Estocolmo, primeiro grande evento em prol do meio ambiente, diversos países se reuniram para abordar temas como chuva ácida e o controle da poluição do ar, prerrogativas que no século XX para o Brasil não eram prioridades, como alegou o Ministro Costa e Cavalcanti, “Desenvolver primeiro e pagar os custos depois”. Embora políticas públicas venham sendo elaboradas, ainda é um grande desafio para um país como o Brasil lidar com os efeitos negativos causados pelo homem para se criar um ambiente saudável. Desse modo em razão da má gestão governamental e da falta de senso crítico da sociedade, torna-se distante a preservação desse bem. Em primeiro plano, deve-se destacar que políticas públicas enfraquecidas vêm sendo utilizadas como argumentos por parte do governo brasileiro, para velar atitudes anti-ambientais. Diante disso, no parlamento brasileiro a bancada ruralista, motivada pelos interesses de um grupo especifico, detém de políticas que são atentados contra o ecossistema. Em virtude deste contexto, os problemas ambientais vêm se agravando, colocando em risco bens vitais para a humanidade, como é o caso do Pantanal, bioma extremamente devastado no ano de 2020, devido às queimadas que sucedeu após a intensificação das atividades pecuárias, resultando além do viés ilegal, na morte de milhares de espécies nativas como jacarés e jabutis e também ocasionando sérios problemas respiratórios na população próxima. Ademais, outro motivador para o problema é a falta de senso crítico populacional com o meio ambiente. Nesse sentido, a relação do homem com a natureza tem se tornado cada vez mais desarmônica, visto que o ser humano não normaliza atividades ecologicamente correta. Diante disso, segundo o Jornal G1, 60 mil toneladas de lixos são retiradas de rios e córregos em Foz do Iguaçu, resíduos que podem causar alagamentos ou como é o caso da garrafa pet, que de acordo com o Ibama, leva de 200 a 600 anos para se decompor no meio. Logo, percebe-se que falta de conscientização por parte das pessoas é um grande entrave para um ambiente saudável. Portanto, fica nítido a necessidade de harmonizar a relação entre a sociedade e o ambiente por meio do cumprimento das responsabilidades politicas e da conscientização por parte da população, despertando o interesse na preservação e utilização de materiais reutilizáveis, como foi o caso do projeto “Oficina de brinquedos recicláveis”, desenvolvido pelo Rotaract Club Taubaté, que consistiu no aproveitamento de garrafas pet e palitos de churrasco para crianças de um bairro carente do município construírem brinquedos. Nesse sentido, é valida a instauração de programas que fomente a fiscalização, como oficinas   de reciclagem nos bairros, onde os moradores optarão por um dia semanalmente  para reunir e separar seu lixo e dar o destino certo para cada item.