A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 24/02/2021
A obra Triste fim de Policarpo Quaresma do modernista Lima Barreto revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, a falta de consciência ambiental, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse ínterim, esse imbróglio é chancelado seja pela displicência do poder público, seja pela má formação socioeducacional.
Em primazia, convém ressaltar a desídia governamental como impulsionadora do caos. Imerso nessa logística, de acordo com a Constituição Federal de 1988 preconiza que um ambiente preservado é direitos de todos e de responsabilidade do Estado. Entretanto, observa-se um vilipêndio dos entes estatais, no que tange à insufisciência de recursos destinados aos órgãos fiscalizadores para garantir a proteção ambiental, contribuindo com o desmatamento, uma vez que os ruralistas não compreendem a importância de proteger os recursos naturais e visa somente a produção em larga escala, o que torna inviável ter um escossistema conservado, como condiz na Carta Magna. Dessa forma, a inércia estatal, por consequência, perpetua os problemas e, assim, fomando um corpo coletivo negligente.
Faz-se mister, ainda, salientar a má formação socioeducacional como catalisadora do imbróglio. Á luz do exposto, vale pontuar o pensamento do intelectual Paulo Freire ao inferir que " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Sob esse prisma, as instituições escolares falham em não implementar a disciplina de educação ambiental, tendo em vista que os infantos precisam aprender desde a infância a relevância de cuidar e manter o ambiente ecologicamente preservado. Além disso, os pais fraquejam em não ensinarem os filhos a como descartar os lixos de maneira correta e não compreendem a importância de zelar pelo meio, e isso torna-se um hábito, desse modo, passam para as futuras gerações. Nesse sentido, cria-se um corpo social, por conseguinte, fragilizado.
Infere-se, portanto, que o Estado deve formentar o investimento em políticas, que visem destinar os recursos para os órgãos fiscalizadores, mediante o Ministério do Meio Ambiente, com a finalidade de aumentar a fiscalização nas áreas protegidas e amenizar o desmatamento. Ademais, cabe a Escola implementar a disciplina de educação ambiental, e a Família ensinar os infatosjuvenis desde a infância como se deve descartar o lixo, por intermédio de atividades lúdicas e interdisciplinar, com o objetivo das crianças compreenderem e entederem desde cedo a importância de zelar pelo ecosstistema. Só assim, a realidade brasileira torna-se-á mais próxima do imaginado pelo sonhador personagem.