A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 08/02/2021
Em 2002, o Brasil assinou o protocolo de Kyoto, que visa a diminuição das emissões de gases poluentes na atmosfera para combater os consequentes impactos das mudanças climáticas. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a fiscalização ambiental, pois as organizações de proteção ambiental carecem de investimentos na infraestrutura para exercerem suas funcões. Desse modo, a negligência estatal, somada à falta de conscientização ambiental, promove o aquecimento global e a consequente destruição dos ecossistemas no país.
Em primeira instância, a negligência estatal expõe o deficit público em propor medidas eficientes de proteção ambiental e, como consequência, contribui para a propagação da poluição ambiental no Brasil. Nessa conjuntura, o aumento das queimadas no território brasileiro impulsiona as emissões de gases estufas na atmosfera, como o gás carbônico e o vapor de água gerado pela combustão das vegetações, segundo o apresentado em outubro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Nessa ótica, o descaso público com a proteção ambiental produz a destruição dos biomas, por meio das queimadas, desmatamentos ilegais, entre outros, na sociedade brasileira.
Em segunda análise, segundo o ideal “Ubuntu”, que expressa o conceito de cidadania por meio da ética e empatia social, os órgãos estatais apresentam o viés individualista, pois promovem a falta de consciência ambiental e contribuem para a destruição do meio ambiente. Assim, o Ministro, Ricardo Salles, aprova a flexibilização das leis ambientais, que propicia a suspensão da fiscalização das cargas de madeiras nos portos e facilita a saída de madeira extraída de forma ilegal, segundo o apresentado em novembro de 2020 pelo noticiário Globo Rural. Por conseguinte, o poder público apresenta propostas ineficientes para garantir a fiscalização ambiental e impulsiona a falta de conscientização ecológica na sociedade.
Portanto, é mister a criação de medidas públicas para sanar o avanço da falta de consciência ambiental no país. Nesse panorama, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com as prefeituras, deve propor o investimento na fiscalização ambiental, por meio da distribuição de aparatos tecnológicos às corporações de policiamento ambiental e da implementação de palestras socioeducativas, cedidas por professores, em redes públicas de ensino sobre os impactos da poluição ambiental, para conscientizar a população e aumentar a fiscalizar sobre o meio ambiente. Logo, o protocolo de Kyoto só será estabelecido quando o Estado assegurar a fiscalização ambiental no Brasil.