A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 07/02/2021
A degradação ambiental tornou-se uma pauta preocupante a partir de 1930, quando movimentos de industrialização e tecnologia, tal como a Revolução Industrial, adquiriram força. O aumento da urbanização e da capacidade produtiva favoreceu o desenvolvimento tecnológico e a consolidação do capitalismo. Entretanto, a falta de consciência ambiental tornou-se pauta preocupante no atual cenário brasileiro, visto que tem impactado diretamente no aumento dos problemas ecológicos.
De acordo o portal Terra, a produção de resíduos sólidos urbanos cresceu cerca de 11% em uma década, relacionado ao aumento do poder aquisitivo das pessoas. Além disso, a utilização de materiais não degradáveis, o descarte incorreto dos mesmos e a falta de tratamento adequado contribuem de maneira significativa para o aumento da quantidade de detritos. Segundo estudo, mais de 50% de todo o lixo produzido é descartado de maneira incorreta, o que aumenta a incidência de contaminação do solo e da água e o aumento do aquecimento global.
Contudo, outra importante questão ecológica alavancada pela irresponsabilidade ambiental trata-se do desmatamento. No contexto atual, estima-se que 10% da área florestal do Brasil tenha sido desmatada desde de 2010, gerando prejuízos imensuráveis para a fauna e flora brasileira, tais como: extinção de biomas locais, destruição de hábitats e dizimação de espécies. A extração de madeira e a expansão da agropecuária aliadas à falta de responsabilidade humana para com o meio ambiente são as principais responsáveis pelos altos índices de exploração atuais.
Em virtude das situações mencionadas, conclui-se que o aumento no índice de impactos ambientais está diretamente ligado à carência de sustentabilidade humana e da distinção entre o ser e o meio, baseada na noção equivocada de que o homem pode controlar o meio. Portanto, para promover o desenvolvimento sustentável, cabe ao Estado promover em grandes centros urbanos e escolas ações de conscientização, como palestras e debates, focadas em formas de diminuir a pegada ecológica e o desperdício, e apresentar alternativas substituintes aos materias danosos ao meio ambiente. Ademais, deve ser feito enrigericemento das leis ambientais pelo IBAMA, de forma que o valor das multas e da pena em caso de transgressão leve aumente.