A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 04/02/2021

A Constituição de 1988 garante ao cidadão o uso do meio ambiente ecologicamente equilibrado, além de impor a obrigação de preservá-lo para as gerações futuras. No entanto, não é o que se nota, visto que para ter lucro em um país fundamentalmente agrário é necessário desmatar de maneira exacerbada, ou seja, para ter capital deve-se anular a natureza. Esse ideal foi incentivado desde o início, já que líderes políticos defenderam a ‘‘vocação agrícola’’ da nação, termo utilizado para defender que o Brasil ganhava sua renda apenas com agricultura. Nesse viés, o grande óbice a ser combatido é o pensamento inadequado dos fazendeiros.

Em primeira instância, cabe pontuar que a queima de café no governo de Getúlio Vargas, uma estratégia entre a elite cafeira e o Estado para manter o preço equilibrado, é uma prova da vocação agrícola. Assim sendo, a União sempre priorizou a agricultura, por conseguinte, esse pensamento se reflete até hoje, uma vez que por culpa dos agropecuaristas e grileiros, o Pantanal e a Amazônia alcançaram recordes de desmantamento em 2020, consoante com o G1. Logo, a falta de ética ambiental é uma herança histórica.

Outrossim, o sociólogo Émile Durkheim caracteriza um país como um organismo vivo, isto é, a nação possui partes que interagem entre si, assim como um corpo biológico. Posto isso, se agropecuaristas não colaborarem com o meio ambiente, eles estarão prejudicando o pleno funcionamento do corpo social. Ademais, o desmatamento possui efeito devastador, porque reduz a biodiversidade dos biomas, aumenta a temperatura e a emissão de gases tóxicos, etc. Portanto, a sociedade brasileira não deve carregar esse ônus por consequência de uma minoria que não possui consciência\ética.

Em suma, capital e natureza não devem ser conceitos que se anulam, eles devem ser complementares. Nesse viés, é premente que o Ministério do Meio Ambiente promova o desenvolvimeto sustentável entre os empresários. Isso pode ser feito através da criação de uma instituição que auxilie os agropecuaristas desenvolver uma estratégia para diminuir os impactos na natureza. Só assim, o prncípio presente na Carta Magna sairá do teórico para a realidade.