A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 15/01/2021

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo na época da ditadura no país, estava certo ao dizer: “o Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós”. Nesse sentido, a falta de consciência ambiental se apresenta como um dos “nós” a serem desatados no contexto atual do país. Assim, é lícito afirmar que a ausência de medidas governamentais e o silenciamento social contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.

Sob essa perspectiva, ressalta-se, sob um prisma político, a omissão estatal no tocante à preservação e conscientização ambiental do país. Segundo o pensamento do filósofo Jean Jacques Rousseau, na medida em que o Estado isenta-se da garantia dos direitos dos cidadãos, há um descumprimento do contrato social. De maneira análoga, pode-se concluir que esse ideal não se concretiza na realidade brasileira, visto que, o poder público se faz ausente como executor de políticas públicas voltadas à valorização e conservação da natureza. Em suma, fica explícito que essa questão desfavorece a compreensão ambiental no Brasil.

Outrossim, é necessário assimilar como a falta de engajamento popular prorroga a problemática. De acordo com uma reportagem publicada pela revista eletrônica EcoDebate em 2017, 99% dos incêndios florestais são iniciados por ação humana. Sendo assim, é possível afirmar que, a população é a principal responsável pela degradação do ecossistema brasileiro, e que isso se deve à falta de informação e comunicação sobre a importância que esse bem natural traz consigo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar na nação.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para potencializar a conscientização ambiental em toda a sociedade brasileira. Nesse sentido, compete ao Governo Federal - como instância máxima de administração executiva -, por meio de verbas públicas, investir em campanhas midiáticas e escolares, que tenham como finalidade acelerar o processo de preservação e desenvolvimento sustentável. Ademais, seria válido, por meio de um debate amplo entre professores, biólogos e Estado, introduzir métodos eficazes de ensino, a fim de, tornar a população infanto-juvenil brasileira mais engajada no assunto. Feito isso, o drama ecossistêmico atual deixará de afligir o país.