A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Relativo à falta de consciência ambiental no Brasil, é possível afirmar que é um projeto previsto por latifundiários e políticos da bancada ruralista, visto que a expansão latifundiária para criação de gado e plantações, de soja principalmente, depende do desmatamento de áreas de preservação. Juntamente com a expansão rural temos no Brasil um forte movimento negacionista com discursos que buscam desqualificar a ciência e embasar decisões controversas do governo.

No que se refere ao avanço que agricultores e grileiros realizam sobre as áreas de preservação, é possível afirmar que o uso de queimadas como ferramenta para desmatar grandes áreas é uma prática comum, tendo em vista que mesmo com a proibição de queimadas imposta pela moratória do fogo em julho deste ano, a Amazônia e o Pantanal tiveram recorde de desmatamento. Entre os dias 1 e 21 de setembro foram contabilizados 27660 focos de incêndios apenas na Amazônia. Uma pratica repugnante, a qual visa apenas o lucro e a exploração inconsequente da terra, e que agrava a situação ecológica não apenas do Brasil mas do mundo, haja vista a importância da Amazônia para o equilíbrio dos ciclos naturais.

Somando a isso, podemos apontar a postura negacionista e discursos fantasiosos do presidente Bolsonaro, o qual na assembléia geral da ONU, nega as condições da crise ambiental brasileira e ainda atribui as queimadas a causas naturais. Outro exemplo lamentável de como a descredibilização da ciência é uma estratégia de governo para proteção de latifundiários e ruralistas, foi a demissão do diretor do INPE, instituto nacional de pesquisas espaciais, após o mesmo ter divulgado os dados sobre os avanços do desmatamento na Amazônia.

Desse modo, podemos inferir a necessidade de uma medida firme e conjunta dos ministérios da agricultura de ambiente juntamente às forças armadas, para a demarcação e fiscalização de terras, além de realizarem buscas e desmantelarem operações de desmatamento e grilagem, desta forma amenizando a presença de incêndios em áreas de preservação.