A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
O filme “Wall-e”, retrata um futuro distópico, em que a humanidade precisou deixar o planeta Terra habitando naves espaciais, para que robôs pudessem fazer uma limpeza de toda a poluição deixada. Nessa perspectiva, apesar da ficção, a realidade apresentada no filme tem se aproximado cada vez mais, como é o caso do Brasil. O país possui a Amazônia, uma floresta com a maior biodiversidade do mundo, que por sua vez está sendo cada vez mais desmatada. Visto que vários brasileiros são ignorantes a respeito de preservação ambiental, muitos não sabem como evitar a degradação do ecossistema ou atribuem a ONGs a tarefa de reverter a situação, ignorando o fato de que é dever de todo o cidadão exercer a função de fiscalizar os três poderes, a fim de evitar abuso governamental.
Sob esse viés, é alarmante o número de indivíduos incapazes de enxergar a situação ou até mesmo dar a devida importância, de acordo com o filósofo Platão, “O conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma por muito tempo”, algo que incide muito nas instituições de ensino, apesar de lecionarem matérias que comentam sobre a relevância do meio ambiente, muitos alunos acabam aprendendo sem a “alma”, como foi dito na afirmação de Platão, o que leva uma defasagem de pessoas que realmente agem a favor do planeta. Como resultado é possível observar uma falta de consciência ambiental no Brasil, haja vista que a população é o maior agente de mudança no caso mencionado. Ainda nesse sentido, o documentário “Cowspiracy”, demostra genuinamente a maneira na qual as grandes instituições como o agronegócio manipulam as informações, mascarando as verdadeiras causas da poluição atmosférica, para que seu negócio não seja afetado.
Ademais, a mudança de perspectiva do país depende de ações, de acordo com George Bernard Shaw, dramaturgo Irlandês, “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”, a transformação deve começar na mente de cada um, e indubitavelmente não é o que ocorre: muitos não levam o assunto a sério e atribuem a ONGs o dever que é de todos: pressionar as instituições governamentais para que os representantes legais possam realmente cumprir seu ofício de agir de maneira ética, dando a devida importância para o meio ambiente.
Portanto, urge uma mudança radical nas políticas governamentais a fim de evitar a realidade distópica observada em “Wall-e”. Sendo assim, o Ministério da educação, junto às mídias brasileiras, deve, por meio de campanhas e políticas públicas, fazer com que a educação sobre o meio ambiente seja levada com seriedade, ensinando indivíduos desde a primeira idade, a preservar o ecossistema, como diria Platão, de maneira a “permanecer na alma por muito tempo”.