A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Na literatura do Romantismo Indianista, notoriamente representado por José de Alencar, o Brasil é retratado, por vezes, como um país perfeito, ideal para se viver. Entretanto, ao analisar a situação do país, observa-se que é somente herança literária, visto que o desinteresse pela questão ambiental ainda persiste. Nesse cenário, dois motivos são pertinentes: a educação e a negligência governamental.

Em primeira mão, segundo Paulo Freire, pedagogo brasileiro, se a educação  sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. De maneira análoga, é possível perceber que o conhecimento ambiental é primordial para a formação de cidadãos críticos e conscientes, o que fortalece a relação entre o ser humano e o meio ambiente. Portanto, a educação ambiental é um dos caminhos para o aumento de práticas sustentáveis e da redução de danos ambientais.

Em segunda análise, convém ressaltar que o Estado é o maior responsável por essa adversidade. Nesse sentido, conforme dados do MapBiomas Brasil, em 2019, o cerrado e amazônia somaram 97% do desmatamento no país. Logo, esse fato contraria o Art. 7 da Constituição brasileira, no qual é citado a importância da atuação de diversas esferas públicas e privadas na questão ambiental. Dessa forma, nota-se a omissão do Estado, que por lei, deveria em consonância com a educação ambiental, promover a mudança de comportamentos nocivos tanto para o meio ambiente, como para a sociedade.

Urge, portanto, que o Congresso coordene uma modificação na grade dos ensinos brasileiros, com implementação de novos conteúdos, palestras e cursos técnicos, a fim de que crianças e jovens aprendam a lidar com a importância ambiental, o que reduzirá os impactos da problemática. Ademais, o parlamento, em conjunto com instituições privadas, por meio da Economia Colaborativa, deve reduzir os impostos de empresas que auxiliam ONGs e que desenvolvem projetos sustentáveis, com a finalidade de amenizar os resultados da exploração e do descaso ecossitêmico.