A falta de consciência ambiental em questão no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - ordem maior do sistema jurídico - estabelece, em seu artigo 225, o direito à harmonia entre população e meio ambiente. No entanto, parte substancial da população brasileira não experimenta dessa garantia, haja vista que a ausência de compreensão sustentável influencia diretamente nas taxas de degradação ambiental. Nesse viés, a monocultura voltada à importação e, além disso, as práticas arcaicas de agricultura, representam a base da falta de consciência preservadora. Com efeito, o desenvolvimento harmônico entre homem e a natureza é diretamente prejudicado.
É válido destacar, a priori, a influência negativa do crescimento de exportação de commodities no desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o Lei ´´ Exclusivo metropolitano´´ - denominada Pacto Colonial - baseou o desenvolvimento brasileiro na agricultura monocultora, extensiva e exportadora. Essa conjuntura é visível, na contemporaneidade, uma vez que o sistema econômico brasileiro demonstra grande descaso com a consciência ambiental. A exemplo disso, de acordo com o Instituto Nacinal de Preservação ambiental, mais de 70% do bioma da região Centro-oeste da federação foi extinto pelo avanço desenfreado do arco da soja. Evidencia-se, portanto, o impacto direto do âmbito econômico na preservação dos recursos naturais, dessa forma, a rica fauna e flora do Brasil é comprometida.
Ademais, a inoperância estatal em promover a educação sobre as práticas corretas de cultivo e uso dos recursos naturais dificulta a instauração da consciência ambiental. Assim, Gilberto Dimenstein, em sua obra ´´ O Cidadão de Papel, realiza uma crítica: o paradoxo entre as garantias constitucionais e as mazelas vigentes na sociedade. Sob tal premissa, é notório o embate entre as normas da Carta Magna e as práticas arcaicas de manejo ambiental. Prova disso, a realização do uso desenfreado de agrotóxicos e também a excução da coivara - responsável direta pelo alto índice de queimadas. Logo, os costumes tradicionais contribuem para a degradação de recursos.
Portanto, é imprescindível o combate a agricultura degradante, somado a isso, torna-se imperioso a reeducação dos setor primário de produção. Para tanto, o Ministério do Meio ambiente, orgão regulador do manejo de recursos, deve fomentar as práticas de policulturas, por meio de subsídios governamentais - a exemplo dos projetos de reflorestamento -, com o intuito de extinguir a monocultura degradante de biomas. Outrossim, é função do Ministério da Agricultura, em parceria com as secretarias de educação, promover ensino sobre o manejo correto do solo, intermediado por publicidades como minicursos e palestras. Dessa maneira, far-se-á o desenvolvimento sustentável.