A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Em 1992, a cidade do Rio de Janeiro sediounum encontro de líderes mundiais promovido pela Organização das Nações Unidas, que resultou na admissão do conceito de sustentabilidade. O momento histórico de mudança de paradigmas deve ser retomado na sociedade brasileira, visto que o desmatamento no Brasil é altissímo, provovando cada vez mais a falta de consciência ambiental. A  partir disso, faz-se pertinente analisar como a população e as empresas junto com a globalização corroboram esse panorama da não preservação ambiental.

Em primeira intância, cabe reconhecer como propulsor desse quadro a falta de pensamento sustentávfel da população e das empresas. Nesse contexto, ganha relevância os estudos do sociólogo frânces contemporâneo Edgar Morin, que desenvolvem o conceito de “pensamento sitêmico”, segundo o qual, é preciso ir além deum pensamento linear, que simplifica a realidade, sendo necessário considerar as mais diversas relações de causa e efeito. Sob essa lógica, em vez de ser priorizado apenas o interesse econômico, deve seobservar, por meio de um olhar transdisciplinar, o impacto social, ambiental, geológico, populacional, entre outros. Açôes sustentáveis requerem, pois, uma mudança de olhar, que deve ser construído socialmente.

Outrossim, destaca-se a influência da globalização. Sobre esse aspecto, cabe ressaltar o pensamento do geógrafo brasileito Milton Santos, especificamente quanto ao seu conceito de " A antítese da globalização como perversão: esta é a realidade social da fome, miséria, pobreza, é o alastramento dos males espirituais e morais, com egoísmos, os cinismos, a corrupção. A cada dia o mercado nos deixa mais individualistas e competitivos de modo que fica cada vez mais difícil construir laços de solidariedade coletiva". Sob tal parâmetro, mostra-se claro que por causa desse pensamento individualista quem mais sofre é o meio ambiente, seja as indústrias emitindo gases causando o efeito estufa, seja a população jogando lixo nas ruas o que contribui para enchentes e como consequência o desmatamento, doenças pulmonares e infecsiosas.

Diante de tal cenário, é imprescindível que medidas sejam executadas visanda à atenuação do problema. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente junto com o IBAMA devem fiscalizar e aumentar às áreas de preservação ambiental, impedindo empresas e a população de desmatarem diminuindo a área verde do país. Ademais, cabe às indústrias e a população pensarem mais no coletivo ao construir ou ao poluir o meio ambiente, com vistas a evitar o desmatamento e assim preservar a saúde da população e do meio ambiente. Com tais ações, será possível um Brasil com mais conciência ambiental, aproximando-se de um país mais sustentável, como no conceito criado no Rio de Janeiro.