A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Com a crescente industrialização e urbanização, a partir das Revoluções Industriais, houve uma crescente demanda de matéria prima e um significativo aumento nas taxas de poluição. Paralelamente, no Brasil, a falta de cosciência ambiental do Estado e da população tem agravado cada vez mais os impactos sob a natureza, o que prejudica diretamente a  fauna e flora brasileira. Nesse sentido, convêm analisarmos as principais consequências desse impasse: os elevados indíces de desmatamento, como também  o uso e descarte incorreto de produtos não biodegrádaveis.

Em primeira análise, é importante destacar que desde o seu descobrimento, o Brasil já era compulsivamente desflorestado, seja pela extração do pau-brasil, no litoral, como também, posteriormente, pela exploração das drogas do sertão, ao Norte.  No contexto atual, a situação ainda é precária, visto que a principal floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, rica pela sua biodiversidade, sofre com a expansão do desmatamento para a comercialização de madeira e para o desenvolvimento da pecuária - atividade que libera metano (CH4), o que contribui para o aquecimento global. Dessa forma, a falta de medidas para o desenvolvimento sustentável pôem em risco a grande diversidade biológica do Brasil.

Ademais, de acordo com Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, a partir da mecanização da produção, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para manutenção do sistema capitalista. Dessa forma, o consumo exacerbado, principalmente de produtos descártaveis como refrigerantes em lata, canudos e  produtos em garrafas pet’s, associado a falta de consciência ambiental da população, desencadeia no descarte incorreto desses materiais, consequentemente na poluição dos rios e mares, afetando negativamente todo um ecossistema. Assim, a conscientização ecológica é essencial para o efetivo desenvolvimento de uma nação.

Portanto, com a finalidade de desenvolver uma compreensão sustentável no Brasil, cabe ao Estado, por meio da ação interministerial dos setores de Publicidade e Meio Ambiente, a elaboração de campanhas que visem a reflexão acerca das consequências recorrentes de ações não sutentáveis, como o descarte incorreto do lixo e o corte de árvores; isso deve ser feito através de mídias virtuais, televisivas e radiofônicas para máxima reverberação. Desse modo, estima-se que, o debate acerca da problemática fomente a assimilação, do desenvolvimento sustentável pela sociedade.