A falta de consciência ambiental em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Conforme cientistas e geógrafos, a contínua alteração antrópica do meio ambiente se faz em proporções e ritmos muito elevados, isso ao ponto de existir uma nova proposição de tempo geológico: o Antropoceno. Entretanto, mesmo com essa nova denominação, parece não haver significativas mobilizações sociais ou melhor, qualquer consciência ambiental, sobretudo no Brasil — uma inaceitável condição. Assim, é possível afirmar que não só o homem, com a sua “infalível” ciência, que não mede consequências de grandes empreendimentos, mas também o pretexto de foco ambiental para, apenas, manobra política, fomentam o status quo contemporâneo do século XXI: um futuro em risco.

Inicialmente, é necessário dizer que a imprudência do homem se faz presente pelo decurso da história não apenas no Brasil, mas no mundo. Alguns exemplos para retratar essa visão preocupante: acidentes sociais e naturais de Brumadinho e Mariana, a submersão proposital de uma cidade e imensurável área de diversidade biológica, em Guapé,  e, não menos importante, o incessante estímulo à compra sem levar em conta sua inerência com o lixo. A priori, é inadmissível que uma preocupação ecológica sucumba a uma ambição material, uma simples busca por dinheiro para sustentar um novo ciclo do desgosto.

Ademais, outro impasse para contornar os problemas ambientas se refere à própria consciência ambiental, essa deturpada pela consciência política. Dessa forma, a atenção aos entraves da natureza realça mais entidades políticas culpadas do que uma verdadeira significação deletéria dos acontecimentos, sem mesmo, a população, assumir uma significativa parcela de culpa. A partir dessa perspectiva, é inadmissível que a hipocrisia populacional não seja questionada quanto aos padrões de vida e delegação de responsabilidade aos problemas da Terra.

Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as instituições de ensino, conscientizar a população por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias acerca não só do primeiro passo a se constuir uma consciência ambiental — confessar a conveniência em relação aos problemas naturais, porém disposto a mudar —, mas, além disso, que mostre ações banais que geram consequência importunas — o uso de plástico, a sociedade do consumo, a frequente utilização do carro próprio etc. Espera-se, com tudo isso, uma significativa mudança nos padrões sociais e, por consequência, um futuro promissor e não comprometido.